<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663</id><updated>2011-07-08T01:30:26.914+01:00</updated><title type='text'>Muamba, banana e cola</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-340410143094974904</id><published>2010-03-31T23:12:00.003+01:00</published><updated>2010-03-31T23:17:53.895+01:00</updated><title type='text'>Chinatown, Africa</title><content type='html'>A reportagem «Chinatown, Africa», que aborda a investida chinesa em Angola, será transmitida esta madrugada (1 de Abril), às 2h00, pela SIC Notícias.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode também ser vista &lt;a target="_blank" href="http://current.com/shows/vanguard/89565630_chinatown-africa.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-340410143094974904?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/340410143094974904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=340410143094974904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/340410143094974904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/340410143094974904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2010/03/chinatown-africa.html' title='Chinatown, Africa'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-7736838866637462325</id><published>2009-12-10T16:15:00.000+01:00</published><updated>2009-12-10T16:17:51.506+01:00</updated><title type='text'>Vai faltar a maaassa!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Abrir uma torneira, não haver água e reagir com indiferença não é uma situação nova para quem viveu em Lisboa... no início da década de 80. Na verdade não me recordo – que diabo, na altura ainda tinha dentes de leite! –, mas recordo-me de ver lá em casa os dois bidões que os meus pais compraram para contornar a situação na altura. Com uma ressalva: aquela falta de água foi provocada por um boicote levado a cabo pelo Movimento FP25. De um modo geral, há décadas que abrir uma torneira nos centros urbanos lusos e só sair ar é uma situação pontual.&lt;br /&gt;Lembro-me também de um tio meu, salvo erro numa noite de 1982 em que lhe apeteceu fazer uma piada, ter gritado para toda a rua ouvir «vai faltar a ááágua!», o que fez a minha mãe temer que o tomassem por membro daquele movimento. Ah, a doce irreverência dos 30 e poucos anos... :D&lt;br /&gt;Agora é a minha vez de apregoar algo do género, não em relação à água, mas à massa. Não me refiro a carcanhol, graveto, pilim, cheta – essa já cá faltou há meses. Trata-se daquela que os nossos amigos italianos popularizaram, e sem a qual a diversidade da dieta alimentar em Angola, que não é a maior do mundo, fica um pouco mais comprometida.&lt;br /&gt;O meu ponto de vista baseia-se no TRSA, Teorema da Ruptura de Stocks em Angola. Diz esta teoria que «todo o produto transportado pelos canais de distribuição é passível de esgotar por um período indeterminado, devido a complicações na logística nacional». Exemplos desta afirmação são os dísticos da taxa de circulação automóvel esgotados durante mais de metade do período em que deviam ser adquiridos pelos proprietários, sobretudo os do escalão mais baixo (sem comentários...), as cadeiras para bebés esgotadas durante o período de entrada em vigor do código da estrada em Abril de 2009 (idem), e casos avulso de diversos produtos alimentares mais ou menos banais, como atum em lata (que há uns meses atrás deixou de cumprir o seu dever de assiduidade nas prateleiras de inúmeras superfícies comerciais), natas em pacote (idem, mais recentemente) ou cogumelos de conserva (outro fenómeno de absentismo, desde há 5 ou 6 semanas).&lt;br /&gt;Ninguém me tira da cabeça que estes episódios são uma cabala organizada pelos senhores do Porto de Luanda, certamente pertencentes à Confraria do Funge, contra a massa de atum! Estou certo que mais cedo ou mais tarde vamos assistir a uma ruptura nos stocks de cotovelos, espirais e esparguete. Escrevam isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-7736838866637462325?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/7736838866637462325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=7736838866637462325' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7736838866637462325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7736838866637462325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/12/vai-faltar-maaassa.html' title='Vai faltar a maaassa!'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-4732535648279297021</id><published>2009-12-09T13:21:00.001+01:00</published><updated>2009-12-09T13:22:48.411+01:00</updated><title type='text'>Boas novas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Após meses sem publicar nada, trago um anúncio. Não é uma novidade para a família, nem para os amigos, nem para o pessoal da empresa que irá ter a oportunidade de mostrar o seu valor, mas é-o para quem só “contacta” connosco através do blog, e creio que é uma boa notícia para todas as partes: já está marcada a nossa saída definitiva de Angola. A da Paula, antes do Natal. Eu regressarei após as férias por mais dois meses, para que a sucessão fique completamente preparada. A pedido da dona da empresa, frise-se.&lt;br /&gt;Para trás, fica o sentimento de missão cumprida, de ter contribuído um pouco para continuar a evolução de uma empresa angolana pequena e jovem. Ficam recordações de falhas em aspectos básicos provocadas por displicência, de complicações provocadas por jogos de interesses, de uma sociedade anárquica e pouco ou nada coesa, de stress constante. Mas ficam também pessoas que gostaríamos de levar connosco, para não termos de dizer «adeus». Principalmente a Lúcia e o Xavier. Que eles, as outras Lúcias e os outros Xavieres de Angola contribuam para melhorar o país. Devagarinho, que são poucos a remar para o sítio certo, e quase todos a remarem para o lado que interessa ao seu próprio umbigo.&lt;br /&gt;E que um dia nos possamos reencontrar. De preferência, num país diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-4732535648279297021?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/4732535648279297021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=4732535648279297021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/4732535648279297021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/4732535648279297021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/12/boas-novas.html' title='Boas novas'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-2491153594922639395</id><published>2009-08-09T20:08:00.003+01:00</published><updated>2009-08-09T20:32:52.891+01:00</updated><title type='text'>Hillary Clinton em Angola</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Angola Press:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial18b" id="titulo"&gt;«&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/Unita-congratula-com-visita-Hillary-Clinton-Angola,327e3e5c-42d6-4f80-aee4-4f2164479579.html"&gt;&lt;span class="arial18b" id="titulo"&gt;Unita congratula-se com a visita de Hillary Clinton a Angola&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="arial18b" id="titulo"&gt;»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial18b" id="titulo"&gt;«&lt;a href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/Barack-Obama-satisfeito-com-incremento-relacoes-EUA-Angola,5e81d808-9dcd-4727-9055-4134e881d446.html"&gt;Barack Obama satisfeito com incremento de relações EUA-Angola&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;»&lt;br /&gt;«&lt;a class="verdana10" target="_blank" href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/Hillary-Clinton-reconhece-clarividencia-Governo-angolano,13dfa102-047b-4ac2-8e39-d99ac543995c.html"&gt;Hillary Clinton reconhece clarividência do Governo angolano&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;«&lt;a class="verdana10" target="_blank" href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/Hillary-Clinton-pouco-interessada-com-que-outros-fazem-Angola,b3b2b816-7e2f-4061-8b81-3835056a9996.html"&gt;Hillary Clinton pouco interessada com o que outros fazem em Angola&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;«&lt;a class="verdana10" target="_blank" href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/Assuncao-dos-Anjos-realca-estrategias-utilizacao-das-receitas-petroliferas,2078f234-091c-4888-941d-0f8e8f3ad5c7.html"&gt;Assunção dos Anjos realça estratégias na utilização das receitas petrolíferas&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;«&lt;a class="verdana10" target="_blank" href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/Angola-espera-cooperacao-frutuosa-com-Estados-Unidos,979a0777-7af9-448e-aa2b-055985f7b5bf.html"&gt;Angola espera cooperação frutuosa com os Estados Unidos &lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;«&lt;a class="verdana10" target="_blank" href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/Angola-EUA-manifestam-interesse-reforcar-cooperacao-bilateral,1585950f-206f-465b-b5d6-962f3515ddc8.html"&gt;Angola e EUA manifestam interesse em reforçar a cooperação bilateral&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;«&lt;a class="verdana10" target="_blank" href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/EUA-interessados-fornecer-assistencia,4fb36500-6a31-4faa-96f9-e99f74ebcc5d.html"&gt;EUA interessados em fornecer assistência&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;«&lt;a class="verdana10" target="_blank" href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/Angola-promete-continuar-contribuir-para-paz-promocao-dialogo,a1314be2-4a0a-4065-9cbf-b1f613d4afe4.html"&gt;Angola promete continuar contribuir para a paz e promoção do diálogo&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TSF:&lt;br /&gt;«&lt;a target="_blank" href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1330148"&gt;Hillary Clinton inicia este domingo uma visita a Luanda, sendo que a questão dos combustíveis deverá ocupar um espaço importante na agenda oficial.&lt;/a&gt; Mas à margem desta visita, a Associação Mãos Livres «pede» à chefe da diplomacia norte-americana para não se esquecer de levantar a questão dos direitos humanos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AFP:&lt;br /&gt;«&lt;a target="_blank" href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;amp;ct2=pt-PT_pt%2F0_0_s_4_0_t&amp;amp;usg=AFQjCNEo0SQQ0U-ZHyVzcdm3gdnI4I3w1g&amp;amp;sig2=kE4g7zQ8VrUXvryRZnJYZw&amp;amp;cid=1254820188&amp;amp;ei=qxl_Spj0Ko_glQTlqoOMAw&amp;amp;rt=STORY&amp;amp;vm=STANDARD&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.google.com%2Fhostednews%2Fafp%2Farticle%2FALeqM5hHCZU32t855yNuLbFtJ7ph33z8Tw"&gt;Hillary Clinton pede eleições presidenciais livres em Angola&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Público:&lt;br /&gt;«&lt;a target="_blank" href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;amp;ct2=pt-PT_pt%2F0_0_s_3_0_t&amp;amp;usg=AFQjCNHMwU7SdhrUMh828y8Ttv02Yb-XoQ&amp;amp;sig2=x6WB0uDjunXhvVF5Mo9YGw&amp;amp;cid=1254820188&amp;amp;ei=qxl_Spj0Ko_glQTlqoOMAw&amp;amp;rt=STORY&amp;amp;vm=STANDARD&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fultimahora.publico.clix.pt%2Fnoticia.aspx%3Fid%3D1395362"&gt;Clinton diz que presidenciais em Angola não devem ser adiadas&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RTP:&lt;br /&gt;«&lt;a target="_blank" href="http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&amp;amp;visual=9&amp;amp;tm=7&amp;amp;t=Human-Rights-Watch-espera-que-Hillary-Clinton-nao-esqueca-os-Direitos-Humanos-na-visita-a-Angola.rtp&amp;amp;article=269561"&gt;Human Rights Watch espera que Hillary Clinton não esqueça os Direitos Humanos na visita a Angola&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expresso:&lt;br /&gt;«&lt;a target="_blank" href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/529829"&gt;Carta aberta alerta Clinton para "corrupção, má governação e violação de direitos humanos"&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Os economistas &lt;b&gt;angolanos&lt;/b&gt; Justino Pinto de Andrade e Filomeno Vieira Lopes são dois dos signatários de uma carta aberta à secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton, hoje divulgada, alertando para a "corrupção, má governação e violação de direitos humanos" em Angola.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-2491153594922639395?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/2491153594922639395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=2491153594922639395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/2491153594922639395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/2491153594922639395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/08/hillary-clinton-em-angola.html' title='Hillary Clinton em Angola'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-733254408311796603</id><published>2009-08-08T20:45:00.000+01:00</published><updated>2009-08-08T20:50:09.968+01:00</updated><title type='text'>Elevar os padrõezinhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quando viemos para Angola já sabíamos que não íamos mudar o país. Provavelmente nem temos o direito de exigir que alguma coisa seja mudada. Somos estrangeiros, temos outros hábitos, a nossa obrigação deverá ser adaptarmo-nos. Em Portugal também não aceitaria deparar-me com motas em contramão, encontrar montes de latas e garrafas de cerveja partidas, ou ser impedido de dormir por festas barulhentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não implica que, tendo percebido que os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meninos&lt;/span&gt; com quem trabalhamos não estão nivelados pela média mwangolé, desperdicemos oportunidades para comparar os quotidianos dos dois países, não pela via do bota-abaixo do país deles, mas para lhes aguçar a exigência por mais qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, foram eles próprios que puxaram o assunto da economia e ecologia. A Lúcia comentava que os primos que estão em Portugal e vieram passar umas semanas a casa dela entraram em choque com o desperdício de electricidade e de sacos de plástico; o Carlos absorvia atento os nossos relatos sobre a separação de lixos, utilização de lâmpadas economizadoras, desenvolvimento de tecnologias que permitem ter automóveis menos gastadores e poluentes, aumento da produção de electricidade a partir da energia solar e eólica, e concluiu que Angola poderá, daqui a alguns anos, não ter a quem vender petróleo. Daí saltámos para a necessidade de desenvolver a agricultura, o turismo e a produção alimentar e tecnológica, para diminuir a dependência da economia do país de uma indústria suja e que, felizmente, acabou de entrar em decadência. O João, ao ouvir falar em redutores de caudal nas torneiras e em desligar luzes quando não são necessárias, comentou que a filosofia que se vive por cá é «paguei, tenho o direito de esbanjar», bem diferente da nossa preocupação colectiva. E todos acharam graça quando comentei que uma tarde sem multibanco ou sem electricidade nos arredores de Lisboa é notícia de jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São apenas três jovens, de um universo de 5 milhões de pessoas que se amontoam numa cidade cuja população aumentou 900% em 35 anos. Uma população que, na sua maioria, acha normal que falte a água e a luz várias vezes por semana, não tem serviços de saúde dignos, mas para quem desde que tenham um um carro com jantes cromadas e gasolina subsidiada pelo Estado, cerveja barata, festa ao fim-de-semana e o telemóvel da moda (mesmo que não consigam fazer chamadas porque a rede não funciona), está tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito das faltas de luz: eu até aceito que tenha faltado a luz no domingo passado e neste sábado (antes isso do que dia-sim-dia-sim, como no Cassenda); o que me lixa é que falte durante 18 horas de cada vez porque os senhores da manutenção da EDEL estão a curtir as Cucas que beberam na festa da madrugada anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-733254408311796603?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/733254408311796603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=733254408311796603' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/733254408311796603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/733254408311796603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/08/elevar-os-padroezinhos.html' title='Elevar os padrõezinhos'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-3142340072642480194</id><published>2009-07-29T19:43:00.003+01:00</published><updated>2009-07-29T19:51:50.658+01:00</updated><title type='text'>Campeonato Provincial de Contornanço de Obstáculos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E agora, a nossa reportagem do desporto automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou ontem mais uma etapa a contar para o Campeonato Provincial de Trial, disputado no traçado da Rua da Administração, no Bairro do Cassenda, preparada para o efeito pelas obras decorridas entre Fevereiro e Abril deste ano. Ao longo de duas semanas, registou-se mais de uma centena de milhar de participantes, nas classes TT e ligeiro, que, com bastante mestria, contornaram obstáculos de grau de dificuldade elevado a muito elevado, entre os quais buracos de grande diâmetro e profundidade assinalável provocados pelo desgaste do pavimento de terra aplicado há 3 meses, terminando a recta da meta com uma série de quatro caixas de visita sem tampa. Todos os inscritos receberam prémios “Kms extra para a vida útil dos amortecedores”, de valor proporcional à qualidade do percurso escolhido. O vereador do pelouro dos Desportos Motorizados da Administração Municipal da Maianga, em declarações à nossa reportagem, enalteceu o sucesso da iniciativa, cuja adesão do público e participantes excedeu as expectativas, ultrapassando o mediatismo do Campeonato de Decibeis em Motorizada. A via foi agora novamente cortada por tempo indeterminado, prosseguindo o Campeonato noutro local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SnCZ-QTuhaI/AAAAAAAAAS4/_3wneIAYC9U/s1600-h/Rua+da+Administra%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SnCZ-QTuhaI/AAAAAAAAAS4/_3wneIAYC9U/s400/Rua+da+Administra%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363956451006907810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por hoje é tudo. Não percam brevemente uma nova reportagem de outra categoria do desporto automóvel, «Campeonato Nacional de Esquivanço às Multas por Pretextos Forçados pela Polícia de Trânsito».&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-3142340072642480194?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/3142340072642480194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=3142340072642480194' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3142340072642480194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3142340072642480194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/07/campeonato-provincial-de-contornanco-de.html' title='Campeonato Provincial de Contornanço de Obstáculos'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SnCZ-QTuhaI/AAAAAAAAAS4/_3wneIAYC9U/s72-c/Rua+da+Administra%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-2839197608701818384</id><published>2009-07-29T19:05:00.004+01:00</published><updated>2009-07-29T20:25:24.790+01:00</updated><title type='text'>Adendas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Adenda ao post &lt;a href="http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/07/um-futuro-brilhante.html"&gt;Um futuro brilhante&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que me esqueci de referir o mítico «não há sistema»? Falha imperdoável da minha parte. Em menos de uma semana ouvi essa resposta nas agências de dois bancos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adenda ao post sobre &lt;a href="http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/12/fora-de-luanda-iii-massangano.html"&gt;Massangano&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caro PDavid trouxe-nos (creio que da wikipédia) informação de interesse histórico sobre esta &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Massangano"&gt;povoação&lt;/a&gt; e sobre &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Dias_de_Novais"&gt;Paulo Dias de Novais&lt;/a&gt;. Vale a pena ler, para conhecer mais um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-2839197608701818384?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/2839197608701818384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=2839197608701818384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/2839197608701818384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/2839197608701818384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/07/adendas.html' title='Adendas'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-3148012479545724508</id><published>2009-07-21T19:02:00.004+01:00</published><updated>2009-07-21T19:43:12.370+01:00</updated><title type='text'>A 3 velocidades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta o que escrevi ontem sobre a agilidade com os processos decorrem em Angola, é possível que com o post de hoje eu vos pareça incoerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei a Angola, trabalhava 10 a 11 horas por dia, 7 dias por semana. Emagreci, enervei-me, ouvi família, amigos e colegas a trazer-me à razão. Cansado de estar a 200% num país onde a maior parte das pessoas não quer estar nem a 50%, fui reduzindo gradualmente o ritmo para níveis normais, ainda acima da média, mas sem esquecer que antes do trabalho está a saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas semanas ri-me com imensa satisfação quando li uma opinião tuga, segundo a qual um comercial tem de ter o telemóvel ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ridículo, estúpido, e tremendamente absurdo. Não há situação absolutamente nenhuma que justifique esta disponibilidade. Deixem-se de cenários &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hollywoodescos&lt;/span&gt;: as empresas e organismos públicos da vida real não são a CTU nem os seus intervenientes são &lt;a href="http://www.imdb.com/character/ch0009881/"&gt;Jack Bauers.&lt;/a&gt; E mesmo o outro tuga que há uns meses estava todo vaidoso a mostrar-me o iPhone com o qual podia responder a mails do trabalho a qualquer hora do dia, por mais que uma vez demorou dias a responder aos meus. Isto de dizer que se faz é muito giro, cumprir é que é lixado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, à hora de jantar, recebi 5 telefonemas no telemóvel do trabalho. Recusei-me a atender. Podia estar a ver televisão, a fazer o chamado amor, ou a fazer uma banalidade qualquer como cortar as unhas dos pés, era um direito meu. Era o meu horário de descanso, caramba. Esta manhã, às 7h30, começou mais uma série de 5. Devolvi a chamada quando cheguei à empresa. Era um estrangeiro em Luanda (obviamente!), que precisava de um documento com urgência (claro!). Mas de onde é que esta alminha tirou a ideia que eu lhe ia arranjar o documento entre as oito e as nove da noite?! E mesmo que o fizesse, o que raio ia ele adiantar àquela hora?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num país onde eu e os meus colegas temos envelhecido a tentar, durante as horas normais de trabalho, que os locais nos deixem de levantar entraves, e onde situações que deviam resolver-se numa semana se arrastam durante meses (chegou ontem ao escritório uma encomenda paga em DEZEMBRO, o que é completamente inconcebível!!!), há quem nos cobre soluções a horas que, perdoem-me a repetição do adjectivo, são absurdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, como nos disse o nosso antecessor quando chegámos: aqui, o que é urgente demora imenso tempo, e o que não é urgente demora uma eternidade. Mas quando te pedem uma coisa, é para há três meses atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta terra pifa os fusíveis à malta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-3148012479545724508?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/3148012479545724508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=3148012479545724508' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3148012479545724508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3148012479545724508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/07/3-velocidades.html' title='A 3 velocidades'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-5622645284913106119</id><published>2009-07-20T19:29:00.006+01:00</published><updated>2009-07-20T20:02:18.073+01:00</updated><title type='text'>Um futuro brilhante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Num banco (cujo nome não vou dizer).&lt;br /&gt;O meu colega, depois de esperar a sua vez na fila: - Bom dia. Venho pagar a televisão por satélite.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[NDR: e começarem a permitir o pagamento desta treta por ATM, hein? Isso é que era!]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Funcionário do banco: - Não vai ser possível, acabaram-se os impressos da DSTV.&lt;br /&gt;O meu colega: - Então e agora?&lt;br /&gt;Funcionário do banco: - Volte cá amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro banco (cujo nome também não vou dizer).&lt;br /&gt;Nós: - Bom dia. O nosso cartão multicaixa expirou a validade, vínhamos pedir um novo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[NDR: e começarem a enviar o cartão por correio? Ah, espera, para isso era preciso que os correios funcionassem.]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Funcionária do banco: - Não vai ser possível, acabaram-se os cartões.&lt;br /&gt;Nós: - Então e agora?&lt;br /&gt;Funcionária do banco: - Voltem cá amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa companhia de seguros (cujo nome... adivinhem).&lt;br /&gt;O meu colega: - Bom dia. Venho buscar o recibo da apólice do seguro da viatura da empresa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[NDR: e aceitarem pagamento por ATM e emitirem o recibo no momento? já nem falo em enviarem por carta]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Funcionário da companhia de seguros: - Não vai ser possível, o chefe não está.&lt;br /&gt;O meu colega: - Como, não vai ser possível?&lt;br /&gt;Funcionário da companhia de seguros: - O chefe viajou.&lt;br /&gt;O meu colega: - Então e não há mais ninguém aqui que possa emitir um simples recibo?&lt;br /&gt;Funcionário da companhia de seguros: - Não, tem de ser o chefe, e ele está incomodado.&lt;br /&gt;O meu colega: - Então mas viajou ou está doente?&lt;br /&gt;Funcionário da companhia de seguros: - Não sei, mas é melhor vir cá amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa qualquer repartição pública:&lt;br /&gt;- Bom dia, eu venho tratar de um assunto qualquer.&lt;br /&gt;- Não vai ser possível, porque lhe falta o comprovativo, a declaração, a fotocópia autenticada da certidão, ou o chefe foi almoçar.&lt;br /&gt;- Mas são 10 da manhã.&lt;br /&gt;- Então volte amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está visto que tudo vai ser resolvido amanhã. Auguro um futuro brilhante. A produtividade só pode aumentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-5622645284913106119?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/5622645284913106119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=5622645284913106119' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5622645284913106119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5622645284913106119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/07/um-futuro-brilhante.html' title='Um futuro brilhante'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-174369904177380013</id><published>2009-07-14T20:15:00.001+01:00</published><updated>2009-07-20T20:03:28.337+01:00</updated><title type='text'>Cacimbo... ou fim do estado de graça?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas últimas férias, logo um ou dois dias depois de chegar a Portugal, surgiu-me a ideia de aparecer de surpresa na loja do nosso amigo Lopes. Foi também a oportunidade para reencontrar a mãe dele, que já não me via há mais de um ano, e me recebeu como nos recebem as mães dos nossos amigos quando nos reencontramos após uma longa temporada, sobretudo se nos mudamos para longe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;- Então filho? Como é que estás? Estás a adaptar-te lá a Angola?&lt;br /&gt;- Bem...  cada vez menos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha confissão arrancou umas gargalhadas, mas era a mais pura das verdades. Há uns tempos atrás, a &lt;a href="http://seguindoadiante.blogspot.com/2009/05/xo.html"&gt;M.Jo&lt;/a&gt; atribuiu ao tecto encoberto e cinzento do cacimbo, os olhos “menos optimistas” com que o &lt;a href="http://afonsoloureiro.net/blog"&gt;Afonso&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/"&gt;Júnior&lt;/a&gt; têm visto Angola recentemente. É uma visão poética, mas a realidade é mais fria, à semelhança do que o &lt;a href="http://pezinhonaafrica.blogspot.com/2009/06/crise-de-meia-idade.html"&gt;João Marcelo&lt;/a&gt; conta de Cabo Verde: passado o efeito novidade, dilui-se a tolerância quanto aos vícios desta sociedade tão diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não está nos polícias a inventarem os pretextos mais mirabolantes para se fazerem à gasosa; não está na espera desesperante pela chegada de equipamentos para as empresas; nem no gajo que vem na contramão a furar a fila de trânsito e de quem temos  de nos desviar; nem na terceira substituição desnecessária do separador central da Avenida Revolução de Outubro em apenas um ano; nem nas obras de saneamento que cortam uma rua durante dois meses e que a deixaram  na mesma com água dia-sim-dia-não, piso em terra e ainda acrescentaram três caixas de visita sem tampa; nem na péssima relação qualidade/preço prestada pela maior parte dos fornecedores de serviços. No fundo, é uma soma disto tudo e mais algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faltará quem sugira que ninguém está aqui obrigado e que o regresso ao país de origem é sempre uma opção. E, de facto, mais cedo ou mais tarde, o desfecho para a maior parte dos estrangeiros acaba por ser este. Existem excepções, obviamente, como a do português na casa dos 50, que se sente mais em casa em Angola do que em Portugal. Isto, apesar de um dia, há 15 anos, ter chegado com alguns colegas a uma casa na província, e ter encontrado dois ovos e nenhum sítio onde comprar mantimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem voltar a casa depois de uma temporada em Angola terá a sensação de que cumpriu o seu dever o melhor possível, recebeu a sua recompensa, e regressará para a realidade em que formou a sua personalidade e a que está habituado. Quem fica, poderá ter estádios novos (se ficarem concluídos a tempo), arranha-céus novos, mas o dia-a-dia continuará o mesmo por mais umas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-174369904177380013?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/174369904177380013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=174369904177380013' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/174369904177380013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/174369904177380013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/07/cacimbo-ou-fim-do-estado-de-graca.html' title='Cacimbo... ou fim do estado de graça?'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-5388738792992011630</id><published>2009-06-18T23:02:00.010+01:00</published><updated>2009-06-21T12:59:25.860+01:00</updated><title type='text'>A s(h)aga do xixi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Uma semana perfeitamente normal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; 6ª feira, 12 de Junho &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixámos de poder usar as duas sanitas da única casa-de-banho da empresa, porque o esgoto está entupido. O imóvel, cuja cave nos está arrendada, pertence a um organismo público, ao qual nos queixámos. O director está fora da província, e o responsável na sua ausência está demasiado ocupado para tomar conta da ocorrência, adiando a visita para 2ª feira. Até a situação estar resolvida, deixa-nos usar as casas de banho do andar de cima, que pertence ao mesmo organismo. Como a cavalo emprestado não se olha o dente, fiz por ignorar o aspecto pouco asseado daquelas instalações de recurso, mas os nossos colaboradores angolanos dispensaram a oferta: os homens preferiram o contacto com a natureza, num muro no quintal com um mínimo de privacidade, as senhoras passaram o dia a contorcer-se na cadeira com dores na bexiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; 2ª feira, 15 de Junho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O substituto do director desceu ao nosso andar, viu a casa-de-banho, opinou que será necessário abrir uma caixa de visita no nosso escritório para desentupir o esgoto, e voltou para os seus afazeres inadiáveis, sem dizer quem se mexeria para resolver o problema (o proprietário ou o inquilino), e muito menos quando. Disse apenas que as despesas serão por conta do inquilino, como em qualquer situação de arrendamentos de imóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu acrescento: em arrendamentos de imóveis, e em qualquer situação em que fulano é prejudicado e beltrano &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seria &lt;/span&gt;responsável. Se beltrano não é prejudicado, o problema não é dele, e assim nasce a a «&lt;a href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=2622"&gt;Teoria Angolana de Resolução de Problemas&lt;/a&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dona da nossa empresa, angolana que conhece metade da população e não tem paciência para a pachorrice da outra metade, agarrou num dos seus três telemóveis e em minutos tinha agendado a visita de uma empresa para as 8 horas da manhã seguinte, frisando a necessidade de trazer picaretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As senhoras continuam a dançar, nas cadeiras, a dança do xixi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; 3ª feira, 16 de Junho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipa de desentupimento foi até bastante pontual para os padrões angolanos... chegou às 10 e picos. Só não trouxeram as picaretas. Opinaram que a caixa de visita das sanitas não estaria no interior do edifício, mas nas imediações. Lá andaram meia-hora para trás e para a frente, com o responsável-na-ausência-do-director, abriram as caixas no exterior, e concluíram que não eram as que interessavam. As atenções voltaram a centrar-se na caixa do interior. A equipa, sem picaretas, foi-se embora sem ter resolvido nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontraram-se uns homens para abrir a caixa de visita. Afinal não era aquela, toca a tapá-la outra vez. Onde estão as plantas de infra-estruturas do edifício? No cofre do gabinete do director, que está ausente de Luanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentámos então usar soda cáustica. Não resolveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As senhoras da empresa continuam a dançar, nas cadeiras, a dança do xixi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; 4ª feira, 17 de Junho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dona da empresa contactou o director do organismo proprietário do edifício, que entretanto regressou a Luanda mas estava numa conferência, por isso não podia falar no momento. Ficou de lhe devolver a chamada quando pudesse. Obviamente não o fez,... Mas, já de regresso  ao gabinete, lá abriu o cofre para nos ceder as plantas. São apenas os esquemas de paredes, sem as canalizações, iguais às que tínhamos em nosso poder. Deixem-me frisar bem: um organismo público proprietário de um imóvel não sabe onde estão as plantas de infra-estruturas do mesmo. Impressionante? Não, normalíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjaram-se dois rapazes para outra abordagem: desmontar as sanitas e enfiar cabos de aço pelos canos, tentando empurrar os detritos que estivessem a provocar o entupimento. Não resultou. Sugeriram tirar-se um azulejo da casa-de-banho e voltar a tentar com o cabo. Não resultou. E ainda abrir num terceiro ponto do escritório, em plena sala de reuniões. O resultado foi... já se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a dona da empresa tem outros negócios, as suas passagens pelo nosso escritório são na melhor das hipóteses semanais, e nunca muito demoradas. A segunda gerente está de licença de parto, logo a direcção tem estado entregue a mim. Eu, que sou técnico por convicção e comercial por necessidade, desde que este fado começou sou interrompido de 30 em 30 minutos para tomar decisões sobre canos. Tem dado para trabalhar imenso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E adivinhem qual é a dança que está no top da nossa pista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; 5ª feira, 18 de Junho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto que, se depender do proprietário do imóvel, irão passar-se semanas até podermos voltar a usar as sanitas, optei por uma abordagem diferente: já que não há uma solução para o problema, ao menos minimizo as consequências. Isto é, consultei a sócia maioritária para adquirirmos uma casa-de-banho “portátil”, daquelas que costuma haver nas obras, e dar um ar mais digno às escapadelas para o quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, luz verde. Deu ordem ao nosso motorista que contactasse um fornecedor. Contactou-se um, dois, três, sei lá quantos. Não têm e não sabem quem mais poderá ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, amanhã de manhã completa-se uma semana sem casa de banho numa empresa cuja filosofia é bastante diferente do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;laissez faire, laissez passer&lt;/span&gt; nacional, mas que está condicionada pelo ambiente. Uma semana em que, apesar de todas as tentativas e iniciativas, não se conseguiu resolver pôrra nenhuma. E isto é apenas uma imagem muito pequena do novelo de chatices e complicações em que estão enredados uns quantos milhões de pessoas neste quadrado, uns por má vontade dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando situações desta natureza acontecem, dá vontade de inverter o sentido da Teoria Angolana de Resolução de Problemas (os esgotos do edifício têm problemas? Que tal mudarmo-nos para outro escritório e deixar o proprietário do primeiro com os esgotos por reparar e ainda com o bónus de 3 buracos mal tapados?). Infelizmente não é solução, porque em qualquer imóvel desta cidade haverá problemas de manutenção, necessidade de obras que em qualquer outra parte do mundo seriam banais mas que aqui são uma dor de cabeça, com &lt;a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/2009/05/vado-nao-sabe-pintar.html"&gt;pessoal não qualificado que improvisa constantemente, material que demora horas ou mesmo dias para aparecer&lt;/a&gt;, etc. A única excepção são, talvez, os edifícios de escritórios modernaços e (ainda mais) caros. Os que não são feitos por chineses, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às cenas dos próximos capítulos, posso assegurar-vos que não as vamos perder. Não temos escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-5388738792992011630?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/5388738792992011630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=5388738792992011630' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5388738792992011630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5388738792992011630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/06/shaga-do-xixi.html' title='A s(h)aga do xixi'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-768563782658087522</id><published>2009-06-01T16:45:00.007+01:00</published><updated>2009-06-03T20:08:00.259+01:00</updated><title type='text'>Não há dinheiro, não há palhaços</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de um ano, já perdemos a conta às vezes que ouvimos apregoar que Angola é um país rico, porque tem petróleo e diamantes. Será que neste momento o é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 3/5 do Produto Interno Bruto angolano assenta nestas indústrias. Mais precisamente 58% no petróleo e 1.5% nos diamantes. Isto é: os melhores amigos das raparigas são um chão que já deu uvas. Acabaram. Period.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o petróleo... tem aquela coisa chata das cotações variáveis. O ano passado chegou a roçar os 150 USD por barril, e o PIB cresceu uns impressionantes 16% relativamente ao exercício anterior. À boa maneira mwangolé, fizeram-se previsões optimistas, nas quais o Orçamento de Estado para 2009 se baseava. Azar do caraças, o preço do barril de crude desceu até pouco mais de um terço daquele valor recorde, e não parece estar a recuperar com grande agilidade. O FMI estima agora que o “crescimento económico” angolano em 2009 seja de… -3%!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último mês ocorreu uma sucessão de factos curiosos. Primeiro, uma dança de cadeiras no Banco Nacional de Angola. A seguir, de um dia para o outro o câmbio Dólar – Kwanza variou de 75 para 82, para uma semana depois voltar a 75, e poucos dias mais tarde para 78. Quando estabilizou, reparou-se que à custa de transacções feitas neste período, as reservas do país tinham diminuído em 4 mil milhões de dólares. Com as finanças periclitantes como já não se via há anos, a partir de meados de Maio as transferências para o exterior ficaram limitadas a 5000 USD mensais por conta bancária. Segunda uma fonte ligada ao BIC, este limite já estava previsto por lei desde 1998, mas não era aplicado por laxismo. No Aeroporto, o limite baixou de 15’000 USD para 10’000 USD, com a garantia de revista para toda a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta hora, um pouco por toda a Angola, grande parte dos 100’000 portugueses e mais uns quantos brasileiros (isto é, os que recebem cá) estão, com as respectivas entidades patronais, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desenrascar &lt;/span&gt;uma forma de contornar este problema. As regras em Angola são assim: são desencantadas de um dia para o outro, atropelam direitos, e logo os prejudicados dão corda aos neurónios à procura de uma forma de não o serem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três desfechos possíveis para este episódio: ou se encontra a tal solução em cima do joelho, ou o BNA e revoga a sua medida ou, numa dúzia de semanas, uma fatia considerável da mão-de-obra qualificada estrangeira antecipará em massa o regresso a casa, pondo em causa a «reconstrução nacional». Como dizia o outro, «não há dinheiro, não há palhaços».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-768563782658087522?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/768563782658087522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=768563782658087522' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/768563782658087522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/768563782658087522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/06/nao-ha-dinheiro-nao-ha-palhacos.html' title='Não há dinheiro, não há palhaços'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-6965411470998536655</id><published>2009-05-30T13:39:00.005+01:00</published><updated>2009-05-30T16:58:48.263+01:00</updated><title type='text'>Um passado quê?!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Recentemente a imprensa anunciou uma notícia positiva para a TAAG: os manuais dos aviões estão prestes a chegar e, com isto, em breve será retirada da lista negra das companhias aéreas, o que a permitirá voltar a operar directamente para a Europa. Imagino o que estão a pensar: «O quê, aqueles gajos não tinham os manuais dos próprios aviões?». Pois é, alguém os perdeu... Hilariante, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante estes dois anos, as ligações de Luanda para Lisboa e Paris foram realizadas nos Boeing 747-400 da South Africa Airways, pilotados por comandantes sul-africanos e com tripulações mista das duas companhias. Como não têm caído, decidimos experimentar. Quem não experimenta, não tem grande autoridade moral para fazer avaliações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira constatação é que o esquema de venda de bilhetes continua o mesmo. Não basta pagar a viagem, é obrigatório confirmar a intenção de usufruir da mesma 72 horas antes da partida, caso contrário a companhia considera que o cliente desistiu e vende o lugar a quem aparecer. Se, na hora de embarcar, ambos reclamarem os seus direitos, o primeiro comprador fica em terra. Ora aí está a prestação de serviços em Angola no seu melhor. Qualquer empresa europeia, com a concorrência a nivelar a qualidade por cima, consideraria que à primeira escandaleira de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;overbooking &lt;/span&gt;teria a imagem maculada. Mas, pelos vistos, por cá não é preciso haver grandes preocupações em fidelizar clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bordo, continuamos a não resistir a fazer comparações (se não era suposto, desculpem qualquer coisinha). O facto de metade da tripulação ser sul-africana não serve de justificação para que só saibam dizer duas palavras em português, «frango» e «pêche». Que diabo, numa ligação entre dois países lusófonos não devia ser necessário os passageiros bilingues servirem de tradutores! Uma ida ao WC evidencia um pouco mais a negligência com que os clientes da companhia são tratados: em quatro viagens (eu e a Paula viajámos em dias diferentes), por duas vezes não havia sabonete e noutra não havia água. As cadeiras desengonçadas e as avarias no sistema de video são os aspectos mais irrelevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, há os episódios que não acontecem todos os dias, que podem acontecer em qualquer companhia, mas que dependendo da frequência e do profissionalismo (ou da falta dele) podem arrasar ainda mais uma imagem. Na véspera de regressar a Angola, fui avisado por telefone que a partida seria adiada das 11 para as 19, mas que era conveniente estar no aeroporto quatro horas antes. Como a chamada não tinha identificação e já ouvi muitos rumores sobre gasosas para passageiros de última hora ocuparem o lugar de passageiros confirmados, pedi o nome à funcionária, recebendo como resposta o som inequívoco de um telefone desligado na cara. Lá confirmei no site da ANA que não era peta, mas no dia da viagem apanhei uma seca até às 21, hora a que o avião realmente partiu. Quando soube que, em certa viagem, um compatriota esteve 4 horas à espera que fosse resolvida uma fuga de gasolina, sem que os passageiros fossem retirados do avião, concluí que uma coisa é falta de profissionalismo, outra é irresponsabilidade, e decidi que a experiência TAAG / SAA, da minha parte, não será repetida, e se não aconteceu nenhum acidente até agora foi porque não calhou. Por alguma razão o preço é inferior ao da TAP. Quem quer qualidade, paga-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para baralhar esta conclusão de que o preço é directamente proporcional à qualidade, semanas depois deparámo-nos com uma nova manchete da imprensa nacional, que espero que estimule a vossa galhofa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;a href="http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=23672"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O coordenador adjunto da comissão de refundação da TAAG, Rui Carreira, anunciou, durante uma conferência de imprensa, que a companhia de bandeira vai incrementar em 50 por cento o preço dos bilhetes de passagem dos vôos nacionais e internacionais, no quadro das medidas de relançamento da transportadora e que visa retirá-la da situação deficitária em que se encontra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[...] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O bilhete para a classe económica de ida e volta para Lisboa, que custa actualmente mil 408 dólares, irá subir para dois mil 112 dólares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A comissão concluiu que a TAAG praticava tarifas mais baratas em comparação com outras companhias concorrentes (rotas internacionais) que fazem o mesmo trajecto. Rui Carreira esclareceu, no entanto, que isto será feito no quadro de uma gestão dinâmica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Este aumento não será feito de forma linear, nalguns casos os bilhetes poderão ser mais baratos pois, quanto mais próximo da data da viagem for comprado mais caro será o bilhete”, frisou o piloto que aconselha a uma planificação atempada das viagens.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TAP agradece. A sério! A transportadora portuguesa tem viagens a partir de 1485 €, 2000 USD. E depois da viagem estar paga não é preciso telefonar para não perdermos o lugar. E há sempre água e sabão nas casas-de-banho. E as cadeiras não estão desengonçadas. E o sistema de video funciona. E dão-nos a ementa no início da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuaram a ler?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;a href="http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=23672"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esta é só uma das muitas medidas que a companhia vai implementar para concretizar o lema “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TAAG, um passado que nos orgulha&lt;/span&gt;, um futuro brilhante”.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdão?! Um passado quê?! Então e os manuais, e a black-list? Ai, a minha barriga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-6965411470998536655?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/6965411470998536655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=6965411470998536655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6965411470998536655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6965411470998536655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/05/um-passado-que.html' title='Um passado quê?!'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-6836592412405649182</id><published>2009-03-20T01:05:00.009+01:00</published><updated>2009-03-23T11:09:43.021+01:00</updated><title type='text'>Quem criou o mundo...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Depois de anos a ser referida nos telejornais por causa da guerra, Angola tem sido notícia por motivos mais alegres: em Setembro, as eleições; a semana passada, a visita do PR angolano a Portugal (que permitiu realçar o crescimento exponencial das relações económicas entre os dois países); daqui a 10 meses, o campeonato africano de futebol. Mas, esta semana, o tema de todas as conversas é a visita de Bento XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo o entusiasmo dos católicos angolanos, até porque me lembro de ver o mesmo em relação a João Paulo II quando visitou Lisboa e Fátima há uns anos. Confesso que tenho algum cepticismo quanto aos frutos destas visitas. O cortejo papal não irá atravessar pelos buracos, esgotos a céu aberto e miséria do Prenda; mesmo que passe ao lado do São Paulo, provavelmente Ratzinger, dentro do papamóvel, não irá presenciar nenhum assalto; mesmo que veja algo que lhe desagrade, não sei se cometerá a "indelicadeza" de fazer reparos em voz alta; e mesmo que os faça com toda a diplomacia, duvido que alguma coisa mude no dia seguinte à sua partida. Serão apenas 4 dias para os fieis mais devotos recordarem, e para os menos praticantes ficarem um pouco mais orgulhosos da sua pátria. Os mais iludidos, porventura, ficarão ainda mais certos que essa pátria está no centro do mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho só a agradecer ao Governo Angolano a tolerância de ponto decretada para esta sexta-feira para todos os trabalhadores, inclusive os das empresas privadas. Com o tráfego aéreo condicionado em Luanda entre as 7 e as 12, e a histeria colectiva em torno da chegada do Papa, prevejo que o Inferno rodoviário quebre todos os recordes de que há memória e exceda as piores expectativas. Querem que vos diga quem é não vai pôr o traseiro no carro até que a confusão passe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar e descontrair, proponho um jogo, um cruzamento de Trivial Porsuit com Totobola. Usemos o 1 para Sim, o 2 para Não e o X para Nim (usem as apostas múltiplas que quiserem). Cá vão as "Perguntas para Queijinho":&lt;br /&gt;1 - Será que no Aeroporto vai ter vários funcionários desconfiados a inspeccionar-lhe o passaporte e a querer meter-lhe a mala no raio X, na esperança de sacar uma gasosa?&lt;br /&gt;2 - Será que durante aquelas horas em que toda a gente no 4 de Fevereiro vai estar em alvoroço, os guardas da porta de saída vão fingir que não vêem quando os desocupados profissionais tentam entrar para sacar uns dólares a quem acaba de chegar?&lt;br /&gt;3 - E depois de ter deixado o Aeroporto, voltará tudo ao normal?&lt;br /&gt;4 - Será que vai passar aqui na rua? Então cuidado com o buraco que as chuvas de segunda-feira abriram na estrada arranjadinha há meio ano (espectáculo, ainda aguentou bastante!). Ah, não deve passar, nesta rua não pintaram as faixas na estrada nem as fachadas das casas...&lt;br /&gt;5 - Será que Ratzinger vai comer funge na 6ª, no sábado, no domingo e na 2ª, como grande parte dos angolanos, uns porque gostam e outros por falta de alternativa?&lt;br /&gt;6 - E acompanhará com Cuca?&lt;br /&gt;7 - Se precisar de cuidados médicos, será que a ambulância vai circular mais devagar do que um peão, porque nenhum automobilista facilita meio metro para ela passar?&lt;br /&gt;8 - E, nas urgências, estará uma boa meia-dúzia de horas à espera?&lt;br /&gt;9 - Será que o papamobile vai ser mandado encostar numa operação stop?&lt;br /&gt;10 - Se chover, será que Ratzinger se vai molhar até aos joelhos ao sair do carro?&lt;br /&gt;11 - Será que foram distribuídos mais convites para os eventos destes dias do que a capacidade dos locais que os vão acolher?&lt;br /&gt;12 - Será que o critério de entrada vai ser o de quem é mais VIP ou tem a carteira mais gorda?&lt;br /&gt;13 - Teria Ratzinger a coragem de pôr o pé no mar ao largo da Ilha de Luanda? (eu não teria, pôrra!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-6836592412405649182?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/6836592412405649182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=6836592412405649182' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6836592412405649182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6836592412405649182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/03/quem-criou-o-mundo.html' title='Quem criou o mundo...'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-1479673357716670659</id><published>2009-02-17T00:00:00.000+01:00</published><updated>2009-02-17T00:00:00.663+01:00</updated><title type='text'>Meia pizza salpicada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de, na escola primária, a professora falar nas Quatro Estações. Lembro-me do tempo em a divisão do ano em quatro partes "fixas" fazia sentido: de Março a Junho, a temperatura amena permitia apreciar os campos que se inundavam de flores e passarinhos; de Junho a Setembro, os dias longos, quentes e de céu azul convidavam a umas agradáveis idas à praia; de Setembro a Dezembro, as nuvens baixavam a temperatura e o vento arrancava as folhas às árvores; e de então até à chegada da Primavera, os dias eram curtos e dominados pelo frio e pela chuva ou neve. Hoje, as datas habituais destes fenómenos parecem bastantes menos estanques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de vir para Angola, disseram-me que aqui havia apenas duas Estações: a quente e húmida, mais ou menos de Setembro a Março, e a "fria" e seca, no resto do ano. Fria, para o termostato do mwangolé, que sente necessidade de ir buscar as malhas ao armário para se proteger dos 17º da brisa nocturna...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos causou surpresa mal termos visto chuva durante os meses da época seca,  mas estranhámos quando, de Outubro em diante, o panorama se manteve. Sentíamos a humidade no ar e, principalmente, nos nossos corpos, poucos minutos depois de sairmos do banho; ouvíamos a rádio falar de inundações nalgumas províncias, notávamos mais mosquitos a invadir-nos a casa, mas a chuva tropical teimava em não aparecer na capital. Inocentemente, comentámos na empresa que faziam falta uns aguaceiros valentes para varrer o pó das ruas, mas para os "nossos meninos", chuva é sinónimo de inundações e de trânsito (ainda) mais complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sexta-feira, as nuvens acordaram com cara de quem ia chorar a qualquer momento. Verteram umas lágrimas de curta duração pela manhã e, envergonhadas, abriram caminho ao sol e ao céu azul. Tudo ficou como nos outros dias, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, à noite, já depois da carruagem da Cinderela se transformar em abóbora, notei algo de estranho no ar. Não se houviam os sons que nos martelam a cabeça quando estamos em casa - os alarmes dos carros, accionados pelos escapes livres das motas e dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quads &lt;/span&gt;dos meninos ricos. Já estaria toda a gente na ilha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio foi interrompido por um som familiar. As nuvens tinham voltado sorrateiramente e desabaram num pranto. Hipnotizaram-nos por alguns minutos, tais eram as saudades de estar debaixo de telha a ver chover lá fora. Não foi preciso muito tempo para se formar um tapete de água na estrada, que os carros rompiam como se tivessem uma quilha. Também não foi preciso muito para começar a entrar água no nosso quarto através da janela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, na nossa rua, mal se percebia que tinha chovido. Já noutras partes de Luanda, as águas arrastaram a terra das bermas para a estrada, contrariando as nossas expectativas de as ver mais limpas. Apenas as árvores recuperaram o verde vivo que o pó escondera durante meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-1479673357716670659?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/1479673357716670659/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=1479673357716670659' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/1479673357716670659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/1479673357716670659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/02/meia-pizza-salpicada.html' title='Meia pizza salpicada'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-6545486628313607265</id><published>2009-02-16T19:46:00.004+01:00</published><updated>2009-02-16T19:57:39.318+01:00</updated><title type='text'>Hoje aprendi que...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;... também se podem fazer carrinhos a partir de pacotes de leite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-6545486628313607265?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/6545486628313607265/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=6545486628313607265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6545486628313607265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6545486628313607265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/02/hoje-aprendi-que.html' title='Hoje aprendi que...'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-1997228635572030719</id><published>2009-02-11T22:18:00.005+01:00</published><updated>2009-02-13T10:24:40.899+01:00</updated><title type='text'>O som do metal de um revólver no vidro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ontem, ao fim do expediente, o Afonso telefonou a avisar que uma das ruas do Prenda estava novamente cortada por causa das obras. É uma cena recorrente, ao estilo de qualquer novela da TVI, em que nada de novo ou dignificante acontece: em cada repetição, aguardamos com ansiedade que seja finalmente aplicado um sólido tapete de alcatrão sobre a “superfície lunar”, mas quando o trânsito é restabelecido encontramos um tapete de cascalho e terra, que os esgotos que escorrem pelo bairro se encarregam de corroer novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se da rua que liga a empresa ao centro da cidade, isto é, à nossa casa e a qualquer cliente que tenhamos de visitar durante o expediente. Também já houve uma ocasião em que cortaram a rua da nossa empresa a escassas centenas de metros desta, o que nos obrigou a dar corda aos sapatos. Dada a zona, e o episódio ocorrido ao cair do pano deste 10 de Fevereiro, esse exercício banal não se voltará a repetir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estivemos até depois das oito da noite a planear estratégias de trabalho com a nossa colega I., e acreditámos que àquela hora a tal rua já estaria aberta ao trânsito. Deviamos ter percebido, pela posição das barreiras, que tinham sido desviadas pelos moradores da rua e não totalmente retiradas pelos trabalhadores. O engarrafamento monstruoso, alguns metros adiante, não deixava grandes esperanças, e quando vimos parte do pelotão a desviar para uma estrada transversal, decidimos seguir quem conhecia os arredores, certos que tinham o mesmo destino que nós. Até determinado ponto do trajecto, tudo correu bem, mas já no Bairro do Cassenda, o trânsito voltou a parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, um gandulo abordou a janela do pendura. Por uma fracção de segundo pareceu-me um vendedor ou um crava, mas as batidas no vidro e a ordem para abrir a porta soavam-me invasivas e agressivas demais. Quando vi o amigo dele, do meu lado, reforçando a ordem para abrir o carro com um revólver na mão, vi o caso mal parado. Resistir era um risco, mas abrir a porta seria baixar excessivamente a guarda, por isso apenas pedi à Paula para me passar imediatamente o dinheiro que tivéssemos na carteira, esperando que isso salvasse os passaportes (já era tempo de termos tratado da cópia autenticada). O som do metal de um revólver no vidro esquerdo, e de uma garrafa de cerveja no vidro direito, em coro com o baque oco dos puxadores das portas, fizeram parecer horas aqueles escassos segundos até as notas aparecerem. Abri o vidro e entreguei o maço de kwanzas ao que tinha a arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abre, c******! – insistiu.&lt;br /&gt;- É todo o dinheiro que temos, a sério.&lt;br /&gt;- Então dá o telemóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem pestanejei. Deitei a mão ao bolso e entreguei-lhe o telemóvel da empresa (incluindo o cartão com os contactos de clientes) com tamanha rapidez que ele não pôs em causa que lhe dera tudo o que tinhamos de valor. Remédio santo, abandonaram o nosso carro, e não posso dizer que se tenham afastado demasiado depressa para o meu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior já tinha passado, mas a sensação de fragilidade mantinha-se. E se voltassem? E se, até ao fim daquele engarrafamento, outro grupo nos abordasse? Decidi fazer inversão de marcha e regressar ao Prenda, para vistas mais conhecidas. Nos primeiros minutos, a ansiedade de lá chegar era tanta que quase me apetecia levar tudo à frente. O medo já não era tão intenso, mas ainda não desaparecera completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de meia-hora já consegui gozar com a situação: como detesto a Nokia, de certa forma não tinha sido assaltado; podia dizer-se que tinha pago uns kwanzas a um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;brother&lt;/span&gt; para me livrar daquele trambolho. O prolongamento da comédia deu-se esta manhã, quando o M., o homem da logística da empresa, decidiu telefonar para o meu "ex-telemóvel "para falar com o ladrão, só para o sondar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos de nos encontrar, você tem de me ajudar, eu preciso do telemóvel.&lt;br /&gt;- Ya, quanto é que você quer pagá?&lt;br /&gt;- Não, você é que tem de dizer o preço que quer.&lt;br /&gt;- Cem dólares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revendo a situação, encaramo-la como se de uma lição se tratasse (tal como um recém-encartado que só modera o seu excesso de confiança depois de enfiar o carro na traseira do vizinho da frente): não voltar a sair do trabalho àquelas horas absurdas e não voltar a frequentar certos trajectos, independentemente da hora. Felizmente o preço do banho de consciência ficou-se pelos danos materiais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-1997228635572030719?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/1997228635572030719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=1997228635572030719' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/1997228635572030719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/1997228635572030719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/02/o-som-do-metal-de-um-revolver.html' title='O som do metal de um revólver no vidro'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-2425755938720409388</id><published>2009-02-10T23:37:00.003+01:00</published><updated>2009-02-11T00:42:55.670+01:00</updated><title type='text'>Viabilidade, produtividade, mentalidade, mobilidade, e outras coisas que vêm com a idade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Angola é, a par com a China e com a Índia, um dos países com maior crescimento económico. Mas não se pode dizer que os efeitos da crise global não são notados por cá: pela primeira vez na última meia dúzia de anos, aquela taxa vai ficar abaixo da barreira psicológica dos... 10%. Uma contrariedade, portanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, frequentemente dou por mim a pensar que este crescimento podia ser ainda maior se a produtividade também o fosse. O que, para usar uma expressão tipicamente angolana, «é complicaaado». Não é só o porto entupido de contentores, que atrasa as importações de equipamentos essenciais ao funcionamento das empresas. Não é só a lentidão natural dos processos, provocada pela burocracia da administração pública, pela inércia colectiva, e pela sede de gasosas. Esses talvez sejam os factores mais visíveis e mais comentados pelos portugueses que passam aqui uma temporada. Mas há outros, que até pode ser que tenham menos peso, mas que também ajudam... a atrapalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje não engoli que um país exportador de petróleo, por só ter uma refinaria, seja importador dos seus derivados. Pior, a estes, ao contrário de quase tudo o resto, a lei da oferta e da procura não se aplica: o preço é absurdamente baixo, apesar dos postos de abastecimento estarem sempre a abarrotar. Ora, a meia-horinha da praxe perdida na fila está garantida; quem não o fizer ao fim-de-semana, durante os dias úteis vai chegar atrasado ao emprego, sem qualquer remorso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas funcionalidades modernas, a que nos habituámos há mais de uma década, ainda não chegaram cá. Enquanto em Portugal se pode fazer o pagamento de serviços nas caixas multibanco, na internet, e a partir de agora até nas lojas com TPA, em Angola o pagamento da água obriga a ir à EPAL, o da electricidade à EDEL, o do telefone à Angola Telecom, e o da televisão ao banco, correndo o risco de o sistema informático estar em baixo ou de se terem esgotados os impressos. Felizmente a empresa tem um funcionário que, um dia por mês, trata de todos estes assuntos, mas e o resto dos angolanos, vai fazê-lo quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mobilidade – ou a falta dela –, mais do que um simples aborrecimento, é um entrave. E já o é apenas pelo facto de não haver transportes públicos decentes, de muita gente usar o carro próprio, e das ruas não estarem preparadas para tanto trânsito. A recolha de lixo em hora de ponta dá uma pequena ajuda, mas a cereja no topo do bolo são os cortes de estrada para repavimentação sem aviso prévio, que desviam o trânsito para as ruas circundantes. No caso da zona do Prenda/Cassenda, os desvios são feitos para dentro do musseque, e os cortes de estrada são para tapar os buracos com baldes de entulho. Vale a pena, portanto. Ou então não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-2425755938720409388?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/2425755938720409388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=2425755938720409388' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/2425755938720409388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/2425755938720409388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/02/viabilidade-produtividade-mentalidade.html' title='Viabilidade, produtividade, mentalidade, mobilidade, e outras coisas que vêm com a idade'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-5714327976377084118</id><published>2009-02-07T15:30:00.004+01:00</published><updated>2009-02-09T21:55:17.178+01:00</updated><title type='text'>Fora de Luanda III: Massangano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Semanas depois dos passeios da Cabala e da Muxima, continuámos em frente no entroncamento de Catete, tomando as indicações para o Dondo, onde o Afonso já tinha ido a trabalho. &lt;a target="_blank" href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=1702"&gt;As fotos que ele mostrou&lt;/a&gt; deixam antever que esta cidade merece uma visita de várias horas, o que obrigará a madrugar na partida de Luanda, até porque a distância é maior e ainda há troços a ser pavimentados pelos chineses. Pavimentados, mas pouco, com uma camada de alcatrão demasiado sumítica, que pouco depois de aplicada começa a desaparecer. Qualquer semelhança entre uma obra chinesa e uma bugiganga qualquer comprada numa loja deles não é uma mera coincidência. Ainda há quem não tenha percebido que o demasiado barato não pode ser bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o destino deste passeio era outro, seguindo a sugestão do Afonso, que tinha encomendado um carro a um menino de Massangano, e que pretendia pagar com um conjunto de lápis de cor e um livro para colorir. Massangano é mais uma povoação nascida nas margens do Kwanza. Não existe placa, pelo que o primeiro ponto de referência para deixar a estrada principal é um par de chaimites abandonadas após o fim da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa curva da estrada secundária, somos brindados com uma varanda sobre o Kwanza, capaz de nos arrancar comentários com muitos pontos de exclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWn30cEqz0I/AAAAAAAAAQk/I5cjBo74lsk/s1600-h/P1020451+16por9.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 600px;" src="http://lh5.ggpht.com/_FKwapZuE4e4/SWn30cEqz0I/AAAAAAAAAQk/I5cjBo74lsk/s720/P1020451%2016por9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290031717584392002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A 50 metros, duas mães esmagavam amendoim à sombra de um embondeiro. Tarefa demorada? Pois, «a pedra é pequena».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adiante, outro desvio da estrada é assinalado por uma série de acácias que, em Dezembro, se decoram de vermelho para assinalar o Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWn30qIjv1I/AAAAAAAAAQs/mx-sxmCFx9s/s1600-h/P1020502.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 600px;" src="http://lh3.ggpht.com/_FKwapZuE4e4/SWn30qIjv1I/AAAAAAAAAQs/mx-sxmCFx9s/s720/P1020502.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290031721358802770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegámos. Vê-se menos gente nas ruas do que na Cabala, ponto de paragem por causa da travessia do Kwanza, e do que na Muxima, capital religiosa. Sente-se o efeito psicológico de estrada sem saída, que acaba no rio e deixa os habitantes da povoação longe da "civilização." Mas a presença de mais elementos herdados do tempo colonial, e o facto de preencherem uma área considerável, leva-nos a crer que esta terra já conheceu outra grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWn99VCr70I/AAAAAAAAARU/j-atOJ50VNk/s1600-h/Massangano+2008-12-14+31+16por9.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 600px;" src="http://lh6.ggpht.com/_FKwapZuE4e4/SWn99VCr70I/AAAAAAAAARU/j-atOJ50VNk/s720/Massangano%202008-12-14%2031%2016por9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290038467385618242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWn99GIIH8I/AAAAAAAAARM/Ken-TXfKJcI/s1600-h/Massangano+2008-12-14+44.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 600px;" src="http://lh6.ggpht.com/_FKwapZuE4e4/SWn99GIIH8I/AAAAAAAAARM/Ken-TXfKJcI/s720/Massangano%202008-12-14%2044.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290038463381905346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWn98o8mZpI/AAAAAAAAARE/IQGPOIAVnTc/s1600-h/Massangano+2008-12-14+43.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWn98o8mZpI/AAAAAAAAARE/IQGPOIAVnTc/s400/Massangano+2008-12-14+43.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290038455548929682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWn98WpcUkI/AAAAAAAAAQ8/9-3faS8Gwj8/s1600-h/Massangano+2008-12-14+45.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWn98WpcUkI/AAAAAAAAAQ8/9-3faS8Gwj8/s400/Massangano+2008-12-14+45.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290038450636739138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrar um adulto não é imediato, mas não faltam crianças. As meninas treinavam para o que as espera quando tiverem um marido, o que há-de acontecer poucos anos depois de se tornarem férteis: dentro de um pequeno tacho, o peixe fisgado no Kwanza ganhava a cor do óleo de palma e o calor da fogueira improvisada. Ao lado, noutro tacho, coziam arroz com feijão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SY2Zp1sdGBI/AAAAAAAAARk/pVBGVcwrvZA/s1600-h/Massangano+2008-12-14+10.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 600px; " src="http://lh6.ggpht.com/_FKwapZuE4e4/SY2Zp1sdGBI/AAAAAAAAARk/pVBGVcwrvZA/s720/Massangano%202008-12-14%2010.JPG"  /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Meninas e meninos esqueceram as brincadeiras quando viram chegar três brancos com máquinas fotográficas. Em poucos minutos perderam a timidez e, quando um deles percebeu que as máquinas permitem ver as fotografias depois de tiradas, ficaram eléctricos, querendo ver como ficavam, «este aqui sou eu». As mais velhas, de 11 e 12 anos, já com a vaidade a despontar, faziam pose e enxotavam (em vão) a concorrência, exigindo ser o centro das atenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SY2ZqJlDXfI/AAAAAAAAARs/pgD9yYA1iGs/s1600-h/Massangano+2008-12-14+22.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 600px; " src="http://lh5.ggpht.com/_FKwapZuE4e4/SY2ZqJlDXfI/AAAAAAAAARs/pgD9yYA1iGs/s720/Massangano%202008-12-14%2022.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fiz-lhes a vontade por uns tempos. Não ficaram saciados, mas acabaram por não ter remédio senão acompanhar-nos no passeio pela povoação. Um dos rapazitos, de 7 anos, deu-me a mão no caminho. Dei por mim a pensar se o rapazito teria falta de uma figura paterna e, à pergunta do Afonso se preferimos a Muxima ou Massangano, naquele momento não consegui responder. Em poucos minutos o sacaninha desfez-me as dúvidas: ainda que timidamente, chamou-me cota e fez aquele gesto universal de roçar o polegar pelos dois primeiros dedos, como que a cravar trocos. Ora, eu lido muito bem com o meu cabelo grisalho precoce, e não foi o adjectivo que me deixou piurso, por isso fiz-me desentendido. Em breve voltou à carga: «cota, dá um dinheiro». Olha-me o pingente, hein! Para que é que ele queria o dinheiro, ele já saberá fazer contas, sequer? Ainda se pedisse uma bola (uma das meninas, à despedida, pediu uma boneca)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o único, porém, e a Paula trouxe histórias mais bonitas para contar, envolvendo o menino e a menina mais novos do grupo, mais cativados por ela do que pela máquina fotográfica. Ele, que com 4 anos possivelmente nunca tinha visto um branco, passava-lhe a mãozita pelo rosto como a descobrir algo completamente novo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os láábios... o nariiiz... É mulata?&lt;br /&gt;- Não... Sou branca.&lt;br /&gt;- Ah...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com a Mónica (a pequenita de cuecas cor-de-rosa e umbigo inchado que na foto abaixo ignora o fotógrafo e olha admirada para a “madrinha”) houve um amor correspondido à primeira vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SY2ZqWch7CI/AAAAAAAAAR0/oiHMMPdmab4/s1600-h/Massangano+2008-12-14+24.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 600px; " src="http://lh4.ggpht.com/_FKwapZuE4e4/SY2ZqWch7CI/AAAAAAAAAR0/oiHMMPdmab4/s720/Massangano%202008-12-14%2024.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No passeio a pé pela cidade, agarrou-se à saia da Paula, que lhe deu a mão. Sentada à porta da igreja, encostou a cabecita a ela. E, depois da forasteira ter perguntado o nome de toda a gente, foi a única que quis saber o nome dela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como chama?&lt;br /&gt;- Eu sou a Paula.&lt;br /&gt;- De quê?&lt;br /&gt;- Paula F[...]. E tu, és a Mónica de quê?&lt;br /&gt;- Eu sou a Mónica da Ju'iana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo era surpreendente. Uma criança pequena, numa povoação esquecida a dezenas de quilómetros da povoação vizinha, com tamanha noção de identidade e de família?! Este episódio deixou um jovem casal português a bater um bocadito mal durante dois dias e duas noites mal dormidas, durante os quais "sonhámos" em recompensar aquela doçura e aquela sensibilidade com a oportunidade de conhecer o mundo fora de Massangano.. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então e... se a malta fosse lá e “roubasse” aquela menina? Hum? Bora? Vamos lá e trazemo-la connosco, boa?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os pais? Ah, os pais querem lá saber da filha, só querem saber do dote que vão receber por ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sosseguem: sabemos que mesmo que fosse aceite na sociedade Massanganense, seria ilegal no resto do mundo; era apenas um devaneio. Além de ser uma fantasia irrealizável, trazê-la para a “civilização” seria de facto uma recompensa? Ou um castigo? Então e oportunidade perdida de brincar com os pés descalços na rua sem cortar os pés num caco de uma garrafa? E quando crescesse e confrontasse os objectivos estabelecido na fasquia “ocidental” com as metas que as pessoas normais conseguem realmente ultrapassar? Naquela povoação, ela é apenas uma menina que aos 14-15 anos será entregue para casamento, aos 18 provavelmente já terá dois filhos, e cujas contrariedades na vida serão o tamanho da pedra com que esmaga o amendoim. Na Europa, enriquecer-se-ia com conhecimento, desejaria tudo o que os outros desejam (o príncipe encantado, uma carreira, uma casa, os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gadgets &lt;/span&gt;da moda) e sofreria com tudo o que não conseguisse obter. O que pensarão as crianças africanas que conquistam o coração dos ocidentais, quando são levadas para os países deles e crescem segundo as regras deles? Ficar-lhes-ão gratas, ou com raiva deles por lhes terem roubado um futuro que pode não ter aspirações mas também não terá desilusões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não voltámos lá, e não sabemos se alguma vez o faremos. Não queremos correr o risco de ficar a "bater mal" de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estará a Mónica? O que será que recebeu neste Natal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-5714327976377084118?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/5714327976377084118/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=5714327976377084118' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5714327976377084118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5714327976377084118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/12/fora-de-luanda-iii-massangano.html' title='Fora de Luanda III: Massangano'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_FKwapZuE4e4/SWn30cEqz0I/AAAAAAAAAQk/I5cjBo74lsk/s72-c/P1020451%2016por9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-8065718609049311476</id><published>2009-01-24T19:28:00.014+01:00</published><updated>2009-02-09T22:02:45.505+01:00</updated><title type='text'>O que pensam os angolanos dos portugueses?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A vida tem-me ensinado que nada é totalmente preto ou branco - a escolha de palavras não é inocente -, tudo se distribui de forma mais ou menos uniforme pelos tons mistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos a sorte de trabalhar com aquelas que são, provavelmente, das melhores pessoas de Angola. Vá-se lá saber porquê, a nossa chefe &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;angolana &lt;/span&gt;já tem atirado o barro à parede para ficarmos mais do que os três anos combinados, a gerente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;angolana&lt;/span&gt; não quer falar nem pensar que «já só faltam dois anos e meio, até menos...», o nosso técnico (e, quem sabe, futuro gestor de projecto) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;angolano&lt;/span&gt; quer que eu e a Paula nos casemos em Angola segundo as tradições de cá, e a nossa técnica &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;angolana&lt;/span&gt; quer que a Paula vá entrançar o cabelo com ela. Se calhar até sei porquê. Porque pessoas com abertura de espírito reconhecem que Angola necessita de acolher estrangeiros e receber fomação técnica destes. Claro que um país com dinheiro atrai oportunistas, mas as pessoas dotadas de inteligência são capazes de distinguir o trigo do joio. São pessoas com espírito crítico suficiente para, por exemplo, se queixarem dos exemplos de falta de civismo dos seus concidadãos, para admitirem que a Angola herdada do tempo colonial é mais "arrumada" do que a Angola pós-independência. Eles próprios, que conhecem o país desde que nasceram, o dizem. E certamente não são os únicos lúcidos e exigentes em relação ao seu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u3NAxd34Plo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/u3NAxd34Plo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Depois, há os outros. Os que emprenharam pelos ouvidos e, como não têm capacidade para raciocinar e questionar, repetem por aí que «Angola tem petróleo e diamantes, logo não precisa dos estrangeiros para nada». São de tal forma nacionalistas, que rejeitam com arrogância uma crítica vinda de um estrangeiro, consideram que o país deles é o melhor do mundo, e atribuem as culpas das pequenas imperfeições aos estrangeiros, sobretudo ao «sacana do colono que levou tudo quando se foi embora». Abrem uma excepção para os operários chineses; esse até dão jeito para trabalharem nas obras, que dá muito trabalho. No fundo são iguais a &lt;a href="http://www.pnr.pt/"&gt;uns certos meninos de extrema-direita&lt;/a&gt;, mas em versão mwangolé. Bem, tenho novidades para vocês: nem Portugal nem Angola são os melhores países do mundo. A culpa é dos interesses económicos, do políticos, e nalguns aspectos é do próprio povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, desde há uns dias um destes exemplares tem passado pelo blog do Afonso e tem-no brindado com estas pérolas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;«Estás a começar a precisar mesmo é de uma lei 24/00.&lt;br /&gt;Falas de mais num país que não é teu.Cospes na sopa que te tira a fome.Fala do teu portugalsito porque corrupção não te falta por lá.trabalha porque é para isso que és pago.&lt;br /&gt;trago-te debaixo de olho.Cova da Moura»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Vais mais depressa do que julgas porque te trago debaixo de olho.Nem os dardos te poupam mas deixa estar que não estás só.Já te arranjei boa companhia.Andam aí uns blogs de gente da tua laia que vao sentir o zunir nas orelhas e berrida pela certa que os pulas não gostam de maka como já aconteceu com os brancos tugas noutras horas.E foi ve-los bazar num bater de tacão fino.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Tenho andado a ver-te mesmo e a verdade mesmo é que já começaste a ser menos cabrão com os angolanos.Nada melhor que vos amaçar mesmo.Os pulas tugas metem logo o rabo nas pernas e ala que parar é Lisboa.&lt;br /&gt;Mas há mais blogs do tipo dos teus.&lt;br /&gt;vou lá zunir tambem!&lt;br /&gt;juizinbho menininho!»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, quer no Aerograma, quer no Muamba, recebemos o seguinte comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;«Vão embora mesmo seus pulas.Não vão a bemn tem de ir mesmo a mal, ganham o kumbu aqui senão morriam de fome e ainda falam mal de Angola.Estamos mesmo a ser vigilantes nos vossos blogs.PQP»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que comentários é que isto me suscita? Primeiro, é fácil de ver que alguém sem problemas de leitura teria percebido que nos meus posts tanto critico Angola, como lhe aponto méritos.  Segundo, alguém com um mínimo de inteligência acredita que se feche um blog e principalmente que se abandone um projecto de TRABALHO (sabes o que isso é?) da dimensão daquele em que nos envolvemos, por causa de umas ameaças anónimas escritas atrás de um monitor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias me orgulho daquilo que temos ajudado a construir aqui e estou certo que, em menos de um ano, já contribuimos mais para este país do que muitos  destes inflamados farão em toda a sua vida. Como já percebi que o texto é repetitivo e pobre em argumentos, próprio de quem tem um raciocínio limitado, não vou voltar permitir a entrada deste SPAM aqui no meu estaminé. Sim, os pulas não gostam de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maka&lt;/span&gt;. Era suposto gostar da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maka&lt;/span&gt; de Luanda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente terei uma ou mais respostas tão cretinas como os comentários anteriores, à(s) qual (is) não poderei responder posteriormente porque o autor não fornece o e-mail e eu não o considero digno de um novo post. Por isso, deixo-lhe antecipadamente uma mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostas assim tanto do teu país?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" &gt;&lt;br /&gt;ENTÃO DESENCOSTA-TE DA PAREDE E TRABALHA PARA O MELHORAR!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-8065718609049311476?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/8065718609049311476/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=8065718609049311476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/8065718609049311476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/8065718609049311476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/01/o-que-pensam-os-angolanos-dos.html' title='O que pensam os angolanos dos portugueses?'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-7256745665182959136</id><published>2009-01-16T01:22:00.005+01:00</published><updated>2009-01-24T21:19:55.035+01:00</updated><title type='text'>Contrastes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sempre que vamos de férias à "santa terrinha" é inevitável fazermos comparações entre a realidade que enfrentamos na maior parte dos dias, e a que reencontramos e já quase tinhamos esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; Quente e frio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para começar, não posso deixar de "falar" no tempo e no surto de gripe que assolou Portugal precisamente durante a nossa visita. Volta-e-meia comentamos que já passaram "n" meses e ainda não estamos palúdicos (oxalá possamos continuar a repetir a ladaínha à medida que a contagem prossegue), mas não precisámos de duas semanas inteiras de regresso a casa para ficarmos sob a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;influência do Influenza&lt;/span&gt;, com as férias transformadas em clausura. Isn't it ironic? E - opinião particular, não partilhada pela Paula e pelo Afonso - abençoada hora em que deixámos para trás as mínimas de 1º em Lisboa e fomos recebidos pelos húmidos 26-32º de Luanda. Frio só tem piada se der para ver neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; Crash Tests (are only for those f…) Dummies&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto em que as duas capitais têm diferenças bem vincadas é o do trânsito. É um descanso, por duas semanas, não termos de ziguezaguear em 1ª a fugir dos buracos (quando se consegue, porque há sítios em que estes ocupam toda a largura da via), não vermos toda e qualquer nesga de dois metros ser transformada em fila adicional por um conjunto de chicos-espertos, e não demorar meia-hora hora para fazer três quilómetros. Mas, apesar de Luanda nos envelhecer - para não dizer que nos dá cabo do juízo - honra lhe seja feita: a sinistralidade grave faz Lisboa roer-se de inveja. E porquê? Porque os portugueses, ao volante, são uns &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stressadinhos da trampa&lt;/span&gt;. Se soubessem o que é demorar uma eternidade a chegar ao destino, perceberiam como são privilegiados e não fariam rally à chuva, a cheirar o pacote uns aos outros. Se não se ouve nas rádios de Luanda, em plena hora de ponta, «trânsito cortado na 2ª Circular devido a um acidente grave», não é por não existir a 2ª Circular ou por as informações de trânsito serem raras; é porque mesmo nas vias principais a velocidade nunca chega a ser suficiente para colisões muito violentas. Os acidentes mais aparatosos são quedas em valas nas bermas e colisões contra os carros estacionados (falta de unhas e excesso de Cucas, Ekas e Nokais nas noites de fim-de-semana), mas as proporções são bem mais suaves do que em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; O ataque da marabunta às superfícies comerciais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Logo no segundo dia após o regresso a Paula ficou em casa, ainda com as energias em baixo e a precisar de comida de dieta. Quis o acaso que também se tivessem acabado as reservas de água filtrada, o que a levou ao supermercado do bairro. O drama, o horror, a tragédia: não havia pão, não havia NADA na zona dos legumes frescos a não ser batatas, e água só em garrafas de 33 cl. Ao fim do dia de trabalho, passei então pelo Jumbo que, relembro, é a maior superfície grossista de Luanda. O drama, o horror, a tragédia: não havia pão, não havia nada de jeito na zona dos legumes frescos a não ser batatas, cebolas e repolhos (aha!, temos aqui uma nuance), e água só em garrafas de 33 cl. Bem, aí em Portugal, entre o Natal e o Fim-de-ano, foram filas em direcção aos centros comerciais para enfeirar uns trapitos, não é? A crise é uma óptima desculpa para a noite de Natal, mas que diabo, os modelitos da estação são imperdíveis. Aqui esgotaram os comes e os bebes. Cerveja incluída, claro! Mas agora já sabemos que em Dezembro, antes da partida, temos de adoptar a táctica do &lt;a href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=769"&gt;açambarcamento&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-7256745665182959136?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/7256745665182959136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=7256745665182959136' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7256745665182959136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7256745665182959136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/01/contrastes.html' title='Contrastes'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-3576803612030226089</id><published>2009-01-14T20:00:00.006+01:00</published><updated>2009-01-14T21:02:25.746+01:00</updated><title type='text'>Atingido por um dardo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Anda aqui por Luanda um dardo a voar de blog em blog... ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com o Prémio &lt;span class="nfakPe"&gt;Dardos&lt;/span&gt; reconhecem-se os valores que cada blogger emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.&lt;br /&gt;Este prémio obedece a algumas regras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Exibir a imagem do selo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prémio &lt;span class="nfakPe"&gt;Dardos&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a Angola há 8 meses e meio, deixando pais ansiosos e amigos curiosos quanto à minha reacção aos contrastes com a Europa. Comecei a escrever de vez em quando, para partilhar com quem me lia as minhas descobertas e opiniões, e ao mesmo tempo encurtar a distância à terra natal. É com natural satisfação que envio o meu muito obrigado à m.Jo, do blog &lt;a target="_blank" href="http://seguindoadiante.blogspot.com/"&gt;Seguindo Adiante&lt;/a&gt;, por considerar este modesto cantinho como merecedor deste prémio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, olhando para os critérios deste prémio, os meus escolhidos são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) &lt;a target="_blank" href="http://afonsoloureiro.net/blog/"&gt;Aerograma&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;2) &lt;a target="_blank" href="http://angolaemfotos.blogspot.com/"&gt;Angola em fotos&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;3) &lt;a target="_blank" href="http://casadeluanda.blogspot.com/"&gt;Casa de Luanda&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;4) &lt;a target="_blank" href="http://diariodaafrica.blogspot.com/"&gt;Diário da África&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;5) &lt;a target="_blank" href="http://seguindoadiante.blogspot.com/"&gt;Seguindo Adiante&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;6) E a &lt;a target="_blank" href="http://tertuliaafricana.blogspot.com/"&gt;Tertúlia Africana&lt;/a&gt;, porque apesar de o André ter regressado a Portugal no dia em que aterrei em Luanda, de certa forma influenciou a forma como encarei esta "aventura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-3576803612030226089?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/3576803612030226089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=3576803612030226089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3576803612030226089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3576803612030226089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/01/atingido-por-um-dardo.html' title='Atingido por um dardo'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-7476142090951170468</id><published>2009-01-11T15:23:00.000+01:00</published><updated>2009-01-11T15:24:58.655+01:00</updated><title type='text'>«'Eroporto! 'Eroporto!»</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Aeroporto 4 de Fevereiro é vagamente parecido com algumas imagens do Aeroporto da Portela. Pelo menos, com as imagens a preto e branco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um edíficio baixo, com a traça rectilínea dos edifícios do Estado Novo, ainda com os néons e os «caixilhos-e-laminados» originais. Grande QB para o volume de passageiros dos tempos coloniais, e provavelmente também para o volume dos anos de guerra. Já para o tráfego actual - desculpem-me a sinceridade, mas - parece-me escasso. Balcões de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;check-in &lt;/span&gt;são perto de dez; basta que haja dois voos em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;check-in&lt;/span&gt;, mesmo que a partida tenha duas horas de diferença, para se formarem filas de dezenas de metros. E, com a terceira e última apresentação do passaporte (para quê?) antes da sala de embarque, a escassos metros da entrada das salas de declaração de  valores, é facílimo estas duas filas cruzarem-se na perpendicular. Não é de espantar que os voos partam com atraso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Aeroporto, à partida de um voo para Lisboa, sobressaem 4 grupos. Os funcionários dividem-se entre o atendimento, com ar carrancudo e desconfiado, e o encaminhamento, com ar desconfiado e altivo, dos passageiros. O ar carrancudo é imagem de marca de qualquer funcionário angolano que esteja no atendimento ao público. A desconfiança será, possivelmente, quanto às intenções dos magotes de estrangeiros que visitam Luanda (eu desconfio que a intenção é virem ver o CAN 2010, mas enganaram-se na data...). A altivez é aquele inchaço na barriga de quem tem uma profissão que confere um pequeno poder. Lembro-me de um funcionário me ter interpelado com um sorriso simpático nos lábios... o que pergunta se transportamos notas na bagagem. Foi uma surpresa ter-me encaminhado para a fila seguinte sem me mostrar a entrada da sala, mas o magote de gente que se seguia a mim e o atraso no voo talvez fossem a explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tugas são fáceis de identificar, não apenas por serem brancos, mas por terem frequentemente uma atitude propícia à caricatura. É banalíssimo se um passageiro tuga, chegado à entrada do terminal de partidas e informado que a fila para Lisboa é a que tem 35 metros e não a que tem 30, reclamar (também não é de espantar se a reclamação for em português vernáculo). Na verdade, mesmo que fosse a fila mais curta, reclamaria por existir fila, e se não existisse fila reclamaria por o voo estar atrasado. Depois, Portugal é provavelmente o único país que é membro da UE há 20 anos e que ainda tem gente com cabelo à João Pinto (o lateral direito), com sorrisos corados de quem bebeu tinto ao pequeno-almoço, e com camisas abertas a mostrar os pêlos do peito e o fio de ouro. E com sentido de humor, imagine-se! Pronto, é o sentido de humor «Malucos do Riso», em que cada um tenta ser o mais engraçado do grupo (até porque frequentemente viajam com colegas da empresa), com piadas do género «Ó Dabide Bítor, olha que tu num vais no abion». E o objectivo não é apenas receber o troféu das mãos dos colegas, mas também dos restantes compatriotas, mesmo daqueles que não estão para aí virados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No avião, este tipo de portugueses (da espécie «lusos boçalis») destaca-se pela sonoplastia acessória, típica da mastigação de boca aberta, e por ser incapaz de fazer as pernas caberem dentro do lugar que lhes está destinado, mesmo que tenham de empernar com o vizinho do lado - EU, que por sinal não gosto de empernar com gajos, mas quem me manda ser esquisito?... - como que a passar a mensagem «sou tão macho, tão macho, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eles&lt;/span&gt; mal me cabem aqui no meio». No caso concreto do espécime que calhou ir ao meu lado na viagem de 22/12, acresce ainda um mal chamado «bichos carpinteiros no olho do cu». Ainda lhe perguntei antes de levantarmos voo se fazia questão de ir à janela ou se se importava de trocar de lugar com a Paula (que ia na coxia), e embora tenha alegado que aquele era o único lugar em que não enjoava, levantou-se SEIS vezes durante a viagem, para ir na palheta com o amigo. Perdeu uma oportunidade que o comum mortal não tem todos os dias, para guardar na memória imagens da Coordilheira do Atlas como esta:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWnzu4yPllI/AAAAAAAAAQc/7ewxPngPjzE/s1600-h/P1020564.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWnzu4yPllI/AAAAAAAAAQc/7ewxPngPjzE/s400/P1020564.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290027224166012498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chamo a atenção para a neve presente apenas nas encostas viradas a norte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O comportamento dos passageiros angolanos da TAP é completamente diferente. Exemplar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Low profile é &lt;/span&gt;a imagem de marca. Talvez porque apenas uma fatia da população com um nível sócio-económico acima da média tem acesso a viagens de avião, enquanto que, de entre os  portugueses, tanto viaja quem tomou chá em pequeno, como um labrego qualquer... Vá, venham daí as pedras pelo meu comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 4º grupo a marcar presença no aeroporto é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;outsider&lt;/span&gt;: os "agilizadores". Deambulam pela área livre do terminal de partidas - e, quando os funcionários fecham os olhos, também pela área restrita a passageiros e funcionários - analisando as filas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;check-in&lt;/span&gt; e abordando quem parece mais impaciente com a espera (e também quem não parece, o que interessa é atirar o barro à parede) com a proposta de "agilizar" o processo, ou seja, passar o passageiro para a frente da fila a troco de uma gasosa. Algo perfeitamente inútil: o avião não parte antes da fila ser completamente absorvida pelos balcões, e quanto mais cedo passarmos pelos crivos sucessivos, mais depressa vamos esperar na sala de embarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À chegada a Luanda, soube que o CAN2010 começará já no dia 11 de Janeiro, ou seja, daqui a exactamente um ano. O novo aeroporto, a sudeste da capital, está já a ser construído e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dava jeito&lt;/span&gt; que estivesse pronto na altura do campeonato. Tal com os hóteis que estão em construção e, já agora, os quatro novos estádios...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-7476142090951170468?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/7476142090951170468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=7476142090951170468' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7476142090951170468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7476142090951170468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2009/01/eroporto-eroporto.html' title='«&apos;Eroporto! &apos;Eroporto!»'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SWnzu4yPllI/AAAAAAAAAQc/7ewxPngPjzE/s72-c/P1020564.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-5898875542508175076</id><published>2008-12-31T14:48:00.004+01:00</published><updated>2009-01-08T21:08:33.905+01:00</updated><title type='text'>Balanço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;As passagens de ano são épocas curiosas: em teoria não existe motivo nenhum para lhes darmos mais importância do que ao resto do ano, mas instala-se esta carga psicológica de fecharmos um capítulo, fazermos o balanço e iniciarmos um novo. Frequentemente prometemos a nós mesmos que vamos dar uma volta de 180º, corrigir tudo aquilo que fizémos de mal, e que as atitudes que nunca tomámos e que passaremos a tomar serão determinantes no resto da nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2008 é certamente um dos anos que vou recordar por bons motivos. Não porque tenhamos tomado alguma decisão drástica no seu início, até porque o pontapé de saída não dependeu de nós. As oportunidades surgem por uma sucessão mais ou menos incontrolável de factores que acabam por nos favorecer. Agarrada a oportunidade no início, o principal desafio é provarmos ao longo do tempo que somos as pessoas indicadas para o que esperam de nós. Tratando-se de Angola, o desafio engloba vários obstáculos: as falhas logísticas, os hábitos enraízados na cultura, os focos de atrito entre escalões sociais, e o ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adaptação depende, primeiro, da atitude. Há quem parta para uma metrópole africana apoiado apenas no lirismo da aventura, qual Carlos Pinto Coelho no «Acontece», convencido que vai desbravar trilhos em buscas de aldeias remotas. Há quem tenha uma atitude superior de «os pretos são todos burros, vieram das árvores e têm de ser tratados como tal». E há quem venha tão à toa que apanha um choque quando percebe que os problemas do dia-a-dia não se resumem a mosquitos, baratas e faltas de água ou de electricidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As condições de alojamento podem ser determinantes. Em qualquer casa de Angola haverá bicharada indesejável, os tais cortes no fornecimento de serviços que nos habituámos a considerar omnipresentes, e vizinhos que olham os estrangeiros como ricos. A quantidade e a qualidade deles fará a diferença entre uma estadia num país com menos luxos do que o nosso, ou um castigo. Sem esquecer que, mais uma vez, a atitude também pode ajudar a relativizar e a resolver problemas, ou pode ajudar a criá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hábitos angolanos são demasiado complexos para explicar em duas ou três ideias demolidoras. Para começar, tal como em Portugal não se pode cair no erro da generalização - juntando lisboetas, portuenses, beirões e algarvios no mesmo saco -, em Angola no mínimo é obrigatório separar Luanda do resto. Em Luanda (sobre)vive quase o dobro da população da Área Metropolitana de Lisboa, em pouco menos de um terço da área. Muitos deles, a esmagadora maioria, foram largando, ao longo de 30 anos, mas sobretudo entre 1992 e 2002, as terras onde nasceram. Instalaram-se sob tectos de chapa de zinco, apoiados em paredes de tijolo cinzento, que dispuseram no terreno de forma caótica, tornando a circulação asfixiante, anárquica e, por vezes, quase selvática. Tratam o (imenso) lixo não biodegradável como sempre foi tratado o lixo orgânico. No passado, os ricos pagavam para não carregarem um simples saco de compras, e grande parte dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mais novos&lt;/span&gt; de hoje, que cresceram sem pais e/ou sem valores, preferem ficar na rua encostados à parede à espera de um pretexto para ter uma nota fácil, a procurar um emprego estável. Outros decidiram imitar os congoleses que chegaram e logo fizeram negócio nas ruas. Entre os funcionários com poder para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;facilitar&lt;/span&gt; ou complicar a vida ao cidadão, está bastante presente o vício pouco saudável de condicionar o andamento de um processo ao pagamento de um suborno. E como em qualquer capital, também há assaltos. É evidente que existem excepções a este “pântano”, seria absurdo pensar o contrário. São pessoas com sede de aprender e de evoluir, que agarram as oportunidades que lhes são dadas. Ambicionam um país melhor e são os primeiros a criticar os defeitos do povo e dos políticos que têm. Reconhecê-los e aproveitá-los não é apenas inteligente, mas uma obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para desanuviar, quem se der ao trabalho de ultrapassar a cintura da “Luanda para estrangeiro ver” encontrará uma realidade com proporções opostas. Sem correrias, sem atropelos, com muito menos cobiça pelo bem do próximo, com muito menos lixo, em comunhão com a natureza. Como em qualquer vila ou aldeia do interior de Portugal. Ao longo dos 3 anos de estadia prevista em Angola, pretendemos aproveitar as oportunidades que surgirem para conhecer um pouco mais além. Para dois dos fins-de-semana prolongados de 2009, já estão dois destinos na lista: conhecer pessoalmente o Dondo que o Afonso nos mostrou na sua visita, e visitar o meu primo no Lobito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerir as chatices e os momentos de depressão exige um estômago elástico, diplomacia, jogo de cintura, capacidade de sacríficio. E humor, sempre que possível. Quando chegámos, não sabíamos se os teríamos em doses suficientes, mas até ao momento não nos arrependemos de termos arriscado. Mesmo os aspectos mais desagradáveis desta fase das nossas vidas vão servir – têm necessariamente de servir – para o nosso enriquecimento pessoal, nem que seja para valorizarmos um pouco mais o que temos na nossa terra natal, e relativizarmos a importância das contrariedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-5898875542508175076?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/5898875542508175076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=5898875542508175076' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5898875542508175076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5898875542508175076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/12/balano.html' title='Balanço'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-7035756455022235599</id><published>2008-12-29T22:37:00.016+01:00</published><updated>2008-12-30T02:24:49.884+01:00</updated><title type='text'>Fora de Luanda II: Muxima</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A passagem pela Cabala, além de servir para "desenjoar" de Luanda, foi também um ensaio para um passeio mais longo, até à Muxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inevitável fazermos comparações com outros cenários que já tinhamos visto em Angola e com os que se conhecem de Portugal. Os embondeiros são os eternos companheiros de caminho ao longo de cento e poucos quilómetros, mais de metade percorridos em alcatrão. Alguns serão mais majestosos, mas mentiria se dissesse que a paisagem é diversificada. O país é grande e nós (ainda) estamos mal habituados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl0pjhrHPI/AAAAAAAAAP0/M-zT-jR4peM/s1600-h/2008-11-01+07+Viana-Cabala+16por9.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl0pjhrHPI/AAAAAAAAAP0/M-zT-jR4peM/s400/2008-11-01+07+Viana-Cabala+16por9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285383894955924722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar ao destino, somos surpreendidos por uma característica herdada dos tempos coloniais: a fé na religião católica. Não a "fé comercial" de Fátima, com lojas a vender santos e velas a cada esquina, mas a fé pura, que busca a paz de espírito e que só por isso já merece a nossa admiração. A igreja torna-se pequena para acolher todos os que querem assistir à missa, mas pequenos grupos de amigos nas imediações formam rodas dando as mãos, e rezam em coro com os que conseguiram um lugar dentro de portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVlyk_pkCPI/AAAAAAAAAPU/35udotKiLVc/s1600-h/2008-11-01+28+Muxima.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVlyk_pkCPI/AAAAAAAAAPU/35udotKiLVc/s400/2008-11-01+28+Muxima.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285381617582606578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A paz das tardes de domingo não é exclusiva de quem é crente. A sombra da igreja na margem esquerda do Kwanza junta todas as famílias e amigos. Dois deles trazem um tambor e capim, ao qual ateiam fogo. Na nossa ignorância, perguntamos porquê, e logo nos explicam que estão a afiná-lo. Pedimos autorização para os fotografar, o que até os satisfaz. Ao contrário do que aconteceria em Luanda, não nos cobram pela fotografia, apenas pedem para a ver no ecrã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVlylVpO0OI/AAAAAAAAAPc/JxnIa5vSfvc/s1600-h/2008-11-01+32+Muxima.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVlylVpO0OI/AAAAAAAAAPc/JxnIa5vSfvc/s400/2008-11-01+32+Muxima.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285381623486796002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Completamos uma volta à pequena igreja. As crianças mais pequenas usam as escadas da porta principal como escorrega. Deliram quando percebem que são o centro das atenções das máquinas fotográficas dos visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVlzkUqzg1I/AAAAAAAAAPs/PFr_A55IagQ/s1600-h/2008-11-01+39+Muxima.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVlzkUqzg1I/AAAAAAAAAPs/PFr_A55IagQ/s400/2008-11-01+39+Muxima.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285382705556718418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl2BTCvkPI/AAAAAAAAAQE/I5D6nxmK55Q/s1600-h/2008-11-01+26+Muxima+16por9.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl2BTCvkPI/AAAAAAAAAQE/I5D6nxmK55Q/s400/2008-11-01+26+Muxima+16por9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285385402359714034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl2BLUqwRI/AAAAAAAAAP8/467tq523G7s/s1600-h/2008-11-01+42+Muxima+16por9.jpg"&gt;     &lt;img style="cursor: pointer; width: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl2BLUqwRI/AAAAAAAAAP8/467tq523G7s/s400/2008-11-01+42+Muxima+16por9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285385400287412498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A Muxima divide-se entre esta zona de lazer (que abrange o forte, a praça e a igreja deixados pelos portugueses), o pequeno empreendimento turístico (com pré-fabricados de telhado azul), e a zona residencial. Esta reserva mais uma surpresa: a disposição das casas, com espaços razoáveis entre si, e organizadas... em traçado ortogonal! Já para não falar no facto de não serem feitas daqueles tijolos cinzentos completamente anónimos, que inundam os musseques da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVlzkM8BWBI/AAAAAAAAAPk/ITW4vaCsHjM/s1600-h/2008-11-01+47+Muxima.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVlzkM8BWBI/AAAAAAAAAPk/ITW4vaCsHjM/s400/2008-11-01+47+Muxima.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285382703481444370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas as surpresas da Muxima só acabaram uns metros mais à frente, onde um grupo de crianças brincava com os seus carros, feitos com imaginação e... latas de salsicha. Três jipes (dois Toyotas, naturalmente, pois são os mais desejados em Angola) e um camião Unimog. Mas este, dizem-nos, é da polícia e não do exército. De exército deve o povo estar cansado, calculamos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl2Bp5r41I/AAAAAAAAAQM/vs5SBbhFVow/s1600-h/2008-11-01+51+Muxima.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl2Bp5r41I/AAAAAAAAAQM/vs5SBbhFVow/s400/2008-11-01+51+Muxima.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285385408495739730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl2CCWwC_I/AAAAAAAAAQU/y4AmNnfxbcI/s1600-h/2008-11-01+55+Muxima.jpg"&gt;     &lt;img style="cursor: pointer; width: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl2CCWwC_I/AAAAAAAAAQU/y4AmNnfxbcI/s400/2008-11-01+55+Muxima.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285385415060098034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-7035756455022235599?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/7035756455022235599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=7035756455022235599' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7035756455022235599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7035756455022235599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/12/fora-de-luanda-ii-muxima.html' title='Fora de Luanda II: Muxima'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SVl0pjhrHPI/AAAAAAAAAP0/M-zT-jR4peM/s72-c/2008-11-01+07+Viana-Cabala+16por9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-3604368599873171285</id><published>2008-10-30T23:51:00.003+01:00</published><updated>2008-11-07T20:18:26.320+01:00</updated><title type='text'>A primeira vez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No domingo passado fomos fazer um piquenique perto de Cabala, na margem do Kwanza. Saindo de Luanda já se pode andar na rua sem que nos tentem vender alguma coisa, e até nos aventuramos a andar de máquina fotográfica fora do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a ponte não está pronta, uma barcaça subsidiada pelo Estado assegura a travessia de viaturas (até 3 de cada vez). A ideia de usar aquele meio de transporte oscila entre a normalidade de uma espécie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ferry&lt;/span&gt; em ponto pequeno, e a novidade de estar em África e avançar o jipe pela rampa até uma estrutura improvisada para atravessar um rio onde "diz que" há jacarés. Um rapaz que me viu à espera quase me pediu desculpa pela solução arcaica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em Angola é assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fiquei atrapalhado com a quase &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vergonha&lt;/span&gt; dele. E nem se justificava; se a barcaça cumpre a função, não podíamos exigir mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hã?... Nã, está óptimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A travessia é curta, por isso não perdi um segundo e desatei a fotografar a vista para montante e jusante. Senti-me observado por um dos funcionários e por uma menina de 10 anos.  Pedi autorização para os fotografar também. Era tudo o que ele queria naquele momento... Fez a sua pose, e segundos depois pediu dinheiro. Tudo bem, a travessia era de borla mas já tinha a ideia de dar qualquer coisa. Achou pouco os 100 Kz que a Paula lhe deu, quis 1000, e ela riu-se na cara dele. Quando o Afonso lhe lembrou que a travessia é paga pelo Estado, o homem achou melhor aceitar antes que mudássemos de ideias e ele acabasse de mãos vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na margem oposta a Cabala há um mangueiral com umas sombras convidativas (e também uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cobrazita&lt;/span&gt; de um metro e picos de comprido, mas esta assustou-se com a nossa chegada e fugiu com estardalhaço por entre as folhas secas). De marmita na mão, procurámos um espaço para nos instalarmos perante o espanto dos locais. Um mais velho, ao ver 3 brancos a comer sandes no meio do povo, olhou fixamente para nós, com um ar entre o pasmado e o assombrado, e a trocar os passos. O que estariam aqueles 3 a fazer ali, em vez de estarem com os outros ricos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter um tom de pele mais deslavado ou guiar um carro grande em Angola é equivalente a ter USD pintado na testa. As zungueiras querem-nos vender fruta e legumes - pacífico, é melhor do que a do Jumbo e mais barata do que a da Casa dos Frescos. Os controladores de Luanda querem dinheiro para tomarem conta do carro - deixem-me rir. Os polícias estão numa posição privilegiada, porque o serviço que nos prestam não é passível de recusa. Estou a escrever isto e a imaginar um diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polícia: - O Senhor cometeu uma infracção e vou ter de o multar.&lt;br /&gt;Condutor: - Não é preciso, obrigado. Depois, depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi bem assim que a coisa se passou horas depois, no centro da capital, a menos de 500 metros de casa. Apesar de ainda ser dia, tive a triste ideia de ligar os médios na viagem de regresso, hábito que adquiri há vários anos, não para ver mas para ser visto. Ora, uma coisa é sobressair na estrada pelos outros ocupantes da via, outra é sobressair nas ruas da cidade super-vigiadas pela polícia de trânsito. Ainda por cima, tinha encostado um quarteirão antes para fotografar uma esquina de um edifício que já andava a namorar há semanas. Só faltou cobrir-me de pólen e ir ter com a colmeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde. Porque é que o senhor vinha de luzes acesas?&lt;br /&gt;- Ah, para os outros condutores me verem melhor.&lt;br /&gt;- O senhor não sabe que é proibido circular de luzes acesas durante o dia? Vou ter de o multar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, até então desconhecia que o Código da Estrada de Angola é o mesmo desde 1954. Assumi que houvesse mesmo uma regra estúpida que proibisse o uso de médios durante o dia. E disse-lhe qualquer coisa como «o senhor é que sabe», enquanto lhe passava o passaporte com o VRN para a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que o gajo não se assustou? Nem VRN, nem matrícula verde, nem a colega a dizer-lhe que não valia a pena a multa, bastava só alertar o condutor. Nem quando o Afonso insistiu para ele escrever o nº de agente na multa e a colega lhe segredou ao ouvido que estava feito connosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me considero acima da lei, mas que diabo, não há nada no Código da Estrada de nenhum dos países que proiba ter os médios acesos de dia. Chegámos a casa e decidi não pensar mais no assunto. O Afonso reparou que a multa não tinha o valor preenchido e decidiu ir entalar o agente. E aí a conversa mudou: a infracção não era circular de luzes acesas, porque isso não é proibido; a tal infracção ao artigo 30º, número 2, alínea a), era que eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;supostamente&lt;/span&gt; vinha de máximos, a encadear os outros condutores. Ora pôrra, se é para me multarem, ao menos façam-no por alguma coisa que eu tenha feito realmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já paguei a multa: 5247 Kz, cerca de 50€. Estou a borrifar-me para o valor, não é isso que está em causa. O que me lixa é que o gajo acaba por levar a melhor injustamente (não levou gasosa, mas leva a comissão da multa, que em Portugal é mito mas em Angola é real). Os senhores da GNR-BT conseguem ser mais honestos, mesmo quando nos picam com um BMW ou com A4 descaracterizado na auto-estrada, ou se escondem atrás de uma árvore numa recta no Alentejo. Ao menos com esses só é multado quem "quer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora só tenho de esperar que os documentos do carro cheguem à esquadra para que o motorista da empresa, rato velho, nascido em Lamego mas com 47 anos de Luanda, os recupere. Vamos ver se a novela acaba aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-3604368599873171285?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/3604368599873171285/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=3604368599873171285' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3604368599873171285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3604368599873171285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/10/primeira-vez.html' title='A primeira vez'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-7607323432252642107</id><published>2008-10-27T00:00:00.002+01:00</published><updated>2008-10-27T19:50:51.027+01:00</updated><title type='text'>Arte III... NOT!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Uma das características dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gangs &lt;/span&gt;da Amadora, de Massamá, do Cacém, do Bronx ou do raio que os parta ou da pata que os pôs, é borrarem as ruas com os seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tags&lt;/span&gt;, que acham muito mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool&lt;/span&gt; do que os dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gangs &lt;/span&gt;rivais. A ideia é fazerem aquilo que os canídeos fazem com a sua tinta de urina e a sua lata de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;spray &lt;/span&gt;incorporada: demarcação de território. E não pretendo ofender os nossos melhores amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tags&lt;/span&gt; me irritam muito menos em Luanda do que em Lisboa. Primeiro, existe uma certa inocência nas assinaturas, que em vez de um gatafunho sofisticadamente indecifrável, é um nome fácil de entender. Acabo por me conseguir identificar um pouco com estes, porque eu também nunca consegui inventar uma rubrica tipo mosca-esmagada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SQYIYxM6_RI/AAAAAAAAAOE/gqY-Iu87oW0/s1600-h/Tags.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SQYIYxM6_RI/AAAAAAAAAOE/gqY-Iu87oW0/s400/Tags.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261902436246420754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O outro aspecto, muito mais importante, é o que se pode e o que não se pode pintar. Em Portugal, qualquer edifício de habitação, grande parte dos edifícios de empresas (estou a lembrar-me de bancos na baixa) ou até mesmo alguns edifícios históricos (como as Portas de Benfica), são candidatos a levar um borrão na fachada, porque não estão vigiados durante a noite. Em Angola... que nem lhes passe pela menina dos olhos! Até o nosso pequeno prédio tem seguranças 24 horas por dia, armados com AK47, quanto mais uma agência de um banco ou um edifício público. Pintam nas paredes "sem dono", e já gozam. Correndo o risco de ser mal interpretado, sou obrigado a saudar as “democracias musculadas”; o respeitinho é logo outro! Aliás, é sintomático que, enquanto em Portugal se passou um Verão quente de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;carjaquim&lt;/span&gt; e assaltos a bombas de gasolina e outros estabelecimentos comerciais, em Luanda vemos lojas a abrirem sem grades nas montras, como era costume noutras eras. Inversão de tendências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, para algo completamente inesperado, relacionado com escritos nos muros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SQYIZM822QI/AAAAAAAAAOM/Go74Gto5OfY/s1600-h/Cura.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SQYIZM822QI/AAAAAAAAAOM/Go74Gto5OfY/s400/Cura.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261902443695233282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pois, não sei o que vos diga. Tanta gente a morrer porque a indústria farmacêutica não consegue (ou não – cof-cof, aham – quer conseguir encontrar) a cura para a SIDA, e afinal a "solução" está num muro no Futungo de Belas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-7607323432252642107?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/7607323432252642107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=7607323432252642107' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7607323432252642107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7607323432252642107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/09/arte-iii-not.html' title='Arte III... NOT!'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SQYIYxM6_RI/AAAAAAAAAOE/gqY-Iu87oW0/s72-c/Tags.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-5332311158304571444</id><published>2008-10-15T20:28:00.006+01:00</published><updated>2008-10-16T09:34:46.167+01:00</updated><title type='text'>Tirar a barriga de misérias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quando criei este blog, o objectivo foi escrever sobre Angola, contar curiosidades de cá. Bem, este deverá ser dos posts que menos têm a ver com este país. Vou chamar-lhe pomposamente uma descrição pelo inverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Atão?!», perguntam vocês, pelo menos os que não falam correctamente... :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Atão”, falemos de tudo o que é de díficil acesso em Angola e que, por isso, ganha uma importância especial em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À semelhança do que tinha acontecido com as gerentes da empresa (e acredito que aconteça o mesmo com grande parte dos portugueses no estrangeiro), as férias em Portugal não foram abundantes em descanso. A preferência pela assistência médica lusa, juntamente com a catadupa de assuntos que foi necessário resolver, obrigou a uma certa correria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso caso, parte da correria foi em cenário de passeio, porque tinhamos a necessidade de descansar as vistas. Como sabem, para nós a melhor maneira de encarar Luanda é levando o dia-a-dia na brincadeira, para não repararmos que 80% da população mora em bairros sem condições, por onde serpenteia uma água verde, castanha, ou até cinzenta, que inunda as redondezas de um constante cheiro a fossa. Mas sair daqui para contemplar os dormitórios da Área Metropolitana de Lisboa também não seria grande programa. Daí, termos tido a ideia de limpar o pó dos olhos com o verde e o azul de um arquipélago como os Açores. Claro que o tempo não chegou para ver tudo o que queriamos e, no fim, perguntávamo-nos como é que, depois de passearmos por Angra do Heroísmo ou de vermos a Lagoa de Santiago, iamos conseguir voltar a encarar o Bairro do Prenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, bastou ter perdido quase duas horas em sentidos proibídos na zona do Saldanha para relativizar as contrariedades. E, quando ambos levámos uma tareia das ventanias de fim de tarde (a Paula, com cartões na mão, ia levantando voo), lembrámo-nos que talvez seja mais fácil passar estes dois meses e meio até ao regresso se formos acompanhando o estado do tempo aí no rectângulo. Cada vez que virmos aí um dia cinzento, chuvoso e frio, vamos agradecer os trinta e tal graus que o sol nos reserva para os próximos tempos no hemisfério sul. Ou então não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, para fazer jus ao título deste post, não podia deixar de referir as várias vezes em que cometemos o pecado da gula. Aqui o menino tinha perdido 1 quilo por mês, e impunha-se a implementação do “processo de engorda do porco”. Se até a popular moela caseira foi apreciada como um manjar, que dizer da sofisticação de pastéis de massa tenra recheados com queijo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chévre &lt;/span&gt;e cobertos de geleia e nozes; ou de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sushi&lt;/span&gt;, caranguejo, gengibre e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sake&lt;/span&gt;? Ou, nos Açores, de espadarte assado na pedra ou bife de tubarão? Para os próximos meses, fica a promessa de dar a devida atenção às refeições. Pelo menos, quais navegadores dos Descobrimentos, já trouxémos na bagagem um valente carregamento de especiarias, com o alto patrocínio do Supermercado Mirapreço do nosso amigo João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SPZG5HYoLZI/AAAAAAAAAN8/GtmFD9g2A6w/s1600-h/Especiarias_para_a_bagagem.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SPZG5HYoLZI/AAAAAAAAAN8/GtmFD9g2A6w/s400/Especiarias_para_a_bagagem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257467562050465170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Se houvesse alguma dúvida que a avalancha de trabalho me tinha anestesiado parcialmente das saudades que tinha, bastou chegar a casa para ter a certeza. A sensação de, em 4 meses e meio, termo-nos esquecido do lugar de alguns utensílios de cozinha, foi estranha. Tal como, ao aproximar-se o fim das férias, começar a pensar nas bugigangas que vão no contentor para rechear a casa que, relembro, será a nossa durante 3 anos. Não deixa de ser curioso que os símbolos da nossa confiança na estabilidade deste “projecto de vida” sejam uma máquina de café e um aspirador (varrer um 1º andar de 150 m2 na empoeirada cidade de Luanda custa “um bocadinho” mais que aspirar um 3º andar de 70 m2 nos arredores de Lx). Mas não se enganem: no fim desses 3 anos eles ficam cá, nós não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-5332311158304571444?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/5332311158304571444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=5332311158304571444' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5332311158304571444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5332311158304571444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/10/tirar-barriga-de-misrias.html' title='Tirar a barriga de misérias'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SPZG5HYoLZI/AAAAAAAAAN8/GtmFD9g2A6w/s72-c/Especiarias_para_a_bagagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-6355244921988384588</id><published>2008-09-12T09:00:00.004+01:00</published><updated>2008-09-12T22:24:08.454+01:00</updated><title type='text'>«Vem devagar, emigrante»</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Há uns anos, quando comecei a integrar o mercado de trabalho, não me passava pela cabeça ter de sair do país para ganhar a vida. As histórias de emigrantes pareciam-me pertencentes à geração anterior à nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas parece que a história se repete. Desde a década de 60 que não saía tanta gente de Portugal para trabalhar. Na altura, com a 4ª classe; hoje, com licenciaturas e mestrados que, por aí, dão direito a anos e anos seguidos a recibo verde, ou a concorrer, como sete cães a um osso, a bolsas de 750€ por mês (sem direito a subsídio de almoço, porque bolseiro come sandes...), ou a trabalhar numa loja dum shopping até à meia-noite, por 600€. Isto, enquanto o banco nos leva 500€ por mês, dos quais só 10% abatem o crédito do “pequeno T2” usado nos arredores. Chapa ganha, ginástica financeira, chapa gasta. Vá lá, não vai faltando na mesa. Mas sem luxos. Faz todo o sentido a anedota segundo a qual Portugal é um país essencialmente agrícola: uns já cavaram, outros vão cavar, e os que ficam são nabos. O último a sair apaga a luz do aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, já desabafei. Agora somos emigrantes. Estamos longe da família e dos amigos, dos passeios pela Serra de Sintra, das planícies do Alentejo, dos vales do Douro, das delícias que se comem por lá, das sestas e da ronha no nosso pouf-pêra, da nossa casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que eu fui "falar"!!! A nossa casa!... Snif... Agora "temos" duas, não é? Talvez seja melhor referir-me à de Tercena como “o nosso ninho”. Porque, na verdade, nestes três anos a nossa casa será a da Rua Amílcar Cabral, em Luanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos conhecendo outras gentes, outras praias, outros montes e vales. Tentamos não pensar na saudade, mas ela às vezes bate. Confesso que o stress provocado pela sobrecarga de trabalho até me ajudou um pouco a distrair. E, para o tempo passar mais ou menos depressa, temos de o ir medindo em 4 meses de cada vez, ou semana-a-semana, ou dia-a-dia. Estamos a pensar como o típico imigrante que na década de 60 foi para «Paris de França», Suíça ou Luxemburgo, e anseia pela chegada das “vacanças”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez desde que aqui chegámos, estamos a fazer a mala para o regresso a casa. A primeira mala é especial, e não é apenas pela carga simbólica: na ida a casa vai com pouca roupa e artesanato QB; no regresso a Angola trará os luxos que nos pediram para trazer (um perfume Kenzo para o Xavier deixar a sua "dama" maluca, um compasso para a futura arquitecta Lúcia, uma máquina fotográfica para a Helena) e... especiarias! Sim, especiarias. Pôrra, não é por ganharmos mais do que os 750€ de Portugal que vamos gastar 4€ num frasco de cebolinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui por 24 horas, se não houver atrasos, estaremos num avião da TAP a iniciar a marcha em direcção à Portela. Não prometemos ir devagar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-6355244921988384588?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/6355244921988384588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=6355244921988384588' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6355244921988384588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6355244921988384588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/09/vem-devagar-emigrante.html' title='«Vem devagar, emigrante»'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-563242143999638441</id><published>2008-09-08T19:00:00.006+01:00</published><updated>2008-09-08T19:52:35.695+01:00</updated><title type='text'>Rescaldo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&gt; E depois do voto, a festa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há dias contei-vos que um repórter de rádio não resistiu a partilhar a sua alegria com os ouvintes, poucos minutos depois de ter votado. Alegria, pela reconquista da liberdade de escolha, e orgulho, pela oportunidade de contribuir para o progresso do país, têm sido os sentimentos dominantes nestes dias. Os receios de anulação e repetição das eleições ou, pior, de um Take II das anteriores, dissiparam-se em algumas horas. A tinta ainda hoje se via em alguns dedos, e os sorrisos vão durar ainda mais. Mas que não se pense que o povo não vai cobrar o voto de confiança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; Avassalador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;81% para o MPLA e 10% para a UNITA. Já se esperava a vitória, a dúvida era quanto aos valores, e possivelmente não se esperava que fossem tão desequilibrados, muito mais do que em 1992. A verdade é que o povo, apesar de aqui e ali se ouvirem algumas críticas, reconhece que o MPLA tem algum mérito na transformação iniciada nos últimos anos, e não esquece que tudo o que sofreu devido à guerra foi desencadeado pela recusa de Savimbi em reconhecer os resultados das eleições anteriores. Aliás, o tom da UNITA amenizou-se depois de perceber que, se pusesse de novo em causa as eleições, aos olhos do povo perderia ainda mais. A CNE já rejeitou o pedido de impugnação, porque este não seguiu os devidos procedimentos formais e não apresenta elementos de prova. Arquive-se, e daqui a 4 anos voltamos a falar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; Os dois lados das notícias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje que sei que, para se conhecer uma história, convém ouvir as duas (ou mais versões) e "fazer a média". Assim, fui ouvindo as rádios angolanas, espreitando os blogues &lt;a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/"&gt;Diário da África&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://minhavidanaafrica.blogspot.com/"&gt;Memórias da África&lt;/a&gt;, e em ambas as fontes pude ter acesso aos argumentos da CNE e da oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a ilusão de que o blog do repórter da RTP pudesse acrescentar alguma coisa, mas a maior parte do sumo está nos comentários que recebeu. Pelo posts dele, e pelo que soube que a SIC noticiou e o que não noticiou, posso dizer-vos que a "filtragem" de informações emitidas nesse rectângulo excedeu as minhas expectativas mais pessimistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos: Luís Castro diz que das 320 assembleias que registaram problemas no dia 5, mais de 100 não abriram no dia 6, mas não se preocupou em referir qual o argumento da CNE (falacioso ou não, não lhe cabe julgar); &lt;a href="http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/29913.html"&gt;elogiou a atitude cautelosa da chefe dos observadores da UE&lt;/a&gt; no sábado, ao anunciarem que só voltarão a falar no fim do processo, quando a senhora Luisa Morgantini só começou a ser cautelosa depois de perceber que, inadvertidamente, deu argumentos a uma força política para questionar o processo eleitoral (a propósito dos observadores, convido-vos a ler &lt;a href="http://minhavidanaafrica.blogspot.com/2008/09/observadores-internacionais-e.html"&gt;isto&lt;/a&gt;); diz ainda que &lt;a href="http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/30838.html"&gt;Savakuma afirmou «os factos indicam que os resultados finais não reflectem rigorosamente a vontade expressa nas urnas pelo povo angolano»&lt;/a&gt;, quando o líder da UNITA, no discurso, substituiu, e isto pode até ser um mero detalhe, mas não deveria ter sido ignorado, o &lt;a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/2008/09/declarao-de-isaas-samakuva.html"&gt;«&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não reflectem&lt;/span&gt;» das cópias entregues à imprensa por um mais comedido, «&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;poderão não reflectir&lt;/span&gt;»&lt;/a&gt;; a SIC Notícias passou o sábado a repetir que a UNITA pediu impugnação e repetição das eleições 8 dias depois, e não se preocupou em transmitir o comunicado da CNE, na qual esta dava as suas justificações para abrir as assembleias no dia seguinte (questionáveis ou não, era obrigação da SIC noticiá-las).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica o aviso aí para "casa": até que ponto nos podemos considerar informados, quando nos limitamos a ver o que dizem as televisões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; Estrangeiros em Angola durante as eleições&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há uns meses, não queriamos arriscar estar cá durante as eleições, mas os planos saíram-nos furados, porque só pudemos marcar férias para a segunda metade de Setembro. Há uns dias, um cliente israelita que já mora há anos em Luanda, na véspera de viajar para o exterior, perguntava-me, disfarçando muito mal a sua surpresa, se ia ficar em Angola nestes dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois deixem-me que vos diga que os receios foram infundados e, acima de tudo, foi um enorme privilégio poder assistir de perto a este momento histórico deste país. «Eu vou» ao Rock in Rio? Bah, isso é para betinhos! Eu estive em Angola durante legislativas de 2008!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-563242143999638441?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/563242143999638441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=563242143999638441' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/563242143999638441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/563242143999638441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/09/rescaldo.html' title='Rescaldo'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-1707164098601018600</id><published>2008-09-06T18:22:00.006+01:00</published><updated>2008-09-06T23:40:23.272+01:00</updated><title type='text'>Esclarecidos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ouvimos há poucas horas atrás, quando iamos a caminho do Futungo, para o nosso peixe grelhado de fim-de-semana, o porta voz da CNE esclarecer que, interpretando correctamente a constituição: um, como as sessões de voto não foram interrompidas por mais de três horas seguidas, não existe motivo para a anulação e repetição das eleições, apenas para a sua continuação; e dois, que não tinha de ser necessariamente oito dias depois, mas ATÉ oito dias depois. Assim, hoje   às 19 as legislativas ficarão encerradas. Amanhã talvez já saibamos se a oposição acata este comunicado e os resultados (se já se souberem), mas para já o clima continua sereno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-1707164098601018600?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/1707164098601018600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=1707164098601018600' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/1707164098601018600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/1707164098601018600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/09/esclarecidos.html' title='Esclarecidos'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-694373963210086674</id><published>2008-09-06T10:24:00.005+01:00</published><updated>2008-09-06T11:28:03.671+01:00</updated><title type='text'>Quando tudo podia ser perfeito...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Comentavam ontem os jornalistas da Rádio LAC, com indisfarçável orgulho, que, contra as expectativas pessimistas da comunidade internacional, em comparação com as eleições do Zimbabué e do Quénia, o povo mostrou a todos ser capaz de um civismo exemplar. Eu concordo. E também não há nada a apontar ao comportamento dos partidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o dia de ontem, que tinha tudo para ficar na memória do povo como uma das datas históricas mais importantes de Angola, poderá ver a sua carga simbólica diminuida. Depois da UNITA, em poucas horas a oposição em peso reforçou a ideia de que as eleições devem, como determina a constituição, ser repetidas uma semana depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Nacional Eleitoral decidiu que as eleições deviam continuar hoje. Mas, algumas horas após o reinício, algumas assembleias de voto ainda estavam paradas, e os colaboradores queixam-se que ainda nem sequer receberam alimentos. Realmente, de todos os intervenientes do processo, só um falhou, e com isso acabou por colocar um pouco em causa a imagem do país perante uma Europa arrogante, que não perde uma oportunidade para inferiorizar África (vejam-se os comentários da observadora italiana da UE). Resta agora saber qual vai ser a atitude da oposição perante as decisões da CNE.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-694373963210086674?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/694373963210086674/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=694373963210086674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/694373963210086674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/694373963210086674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/09/quando-tudo-podia-ser-perfeito.html' title='Quando tudo podia ser perfeito...'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-7073248323273998829</id><published>2008-09-05T20:30:00.006+01:00</published><updated>2008-09-06T22:58:25.773+01:00</updated><title type='text'>Votamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;As urnas acabaram de fechar há pouco. Dezasseis anos depois, Angola voltou a votar. Grande parte já nem se lembra bem como era e para quem tem menos de 34 anos foi uma estreia absoluta. A ansiedade do povo poderá ser comparada à que se viveu em Portugal em 1975. É certo que a espera dos portugueses foi maior, mas durante a os angolanos metade do país estava em guerra e outra metade no marasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À semelhança do que acontece em qualquer parte do mundo, ano de eleições é ano de inaugurações. Inauguraram-se escolas, hospitais, um supermercado (sim, leram bem, um supermercado, e fica o registo noticioso: JES comprou uma cesta de 14 produtos e pagou 4500 Kwanzas. Ainda bem que os repórteres estão sempre em cima do acontecimento...) e, como não podia deixar de ser, inaugararam-se obras. A mensagem a passar foi «já fizemos isto, iniciámos aquilo, e se nos derem o vosso voto (de confiança) vamos fazer mais aqueloutro».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos brotou, como uma colónia de fungos, quase uma centena de partidos. A maior parte deles chegou a 2008 com a expressão de uma associação de moradores e, separado o trigo do joio, apenas 14 foram autorizados ir a votos. Apesar de todos os que sobraram terem recebido o mesmo subsídio do Estado para a campanha, dão-se alvíssaras a quem tiver encontrado propaganda dos partidos mais pequenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7LYR5HgnI/AAAAAAAAAMY/_gkS3qDu1iI/s1600-h/PequenosPartidos.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7LYR5HgnI/AAAAAAAAAMY/_gkS3qDu1iI/s400/PequenosPartidos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A propaganda foi bastante diferente daquela a que estamos habituados. "Lençois" de papel com imagens trabalhadas em Photoshop e slogans criados por publicitários, são raros, só o MPLA tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7LYK8qqSI/AAAAAAAAAMI/VhqmyFuy9nM/s1600-h/Outdoor.jpg"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/RHCSilva/SL7LYK8qqSI/AAAAAAAAAMI/YF6Ny5HGEec/s720/Outdoor.jpg" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cartazes colados nos muros, à espera que alguém os rasgue, também foram em número bem menor do que se vê na tugalândia (e ainda bem, só contribuem para a lixeirada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7O5CyZkrI/AAAAAAAAAMw/_43v61t4Czg/s1600-h/Cartazes.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7O5CyZkrI/AAAAAAAAAMw/_43v61t4Czg/s400/Cartazes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Independentemente das convicções partidárias, parece ser unânime que a aproximação das eleições foi pelo menos um excelente pretexto para aplicar um pouco de maquilhagem na cidade. Um viaduto e os prédios que ligam o aeroporto à zona dos hoteis ganharam umas demãos de tinta que os rejuvenesceram umas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7LYW7eUDI/AAAAAAAAAMQ/Vx_FpBx6HAM/s1600-h/Maquilhagem.jpg"&gt;&lt;img src="http://lh6.ggpht.com/RHCSilva/SL7LYW7eUDI/AAAAAAAAAMQ/Omf1LuuEe68/s720/Maquilhagem.jpg" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E as ruas e postes da cidade viram os seus tons mortiços cor-de-terra disfarçados por panos amarelos, vermelhos e pretos, cores da bandeira nacional. Ou seriam da bandeira do éme-pê-éle-á? Hmm... É que, por uma daquelas coincidências surpreendentes que a vida tem (not), as cores são as mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7LXfb7vSI/AAAAAAAAAL4/97-tJh1SEmo/s1600-h/PrimeiraInvestida.jpg"&gt;&lt;img src="http://lh3.ggpht.com/RHCSilva/SL7LXfb7vSI/AAAAAAAAAL4/HltsWOcP9-k/s576/PrimeiraInvestida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A UNITA parecia adormecida, mas surgiu na última semana pendurando bandeiras maiores que as da concorrência, e forrando as árvores com as suas cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7LX_aTdsI/AAAAAAAAAMA/h7AqBWKVLhM/s1600-h/Resposta.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7LX_aTdsI/AAAAAAAAAMA/h7AqBWKVLhM/s400/Resposta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;À medida que a contagem decrescente se aproximava do fim, àparte o combate de argumentos e de pontos de vista políticos (que, mesmo ao nível popular, raramente registou atritos dignos de nota), os dois principais partidos dividiram a decoração das ruas da cidade. E assim, Luanda vestiu-se de gala para, como se ouvia hoje numa rádio, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fazer o "votamento".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7O4kxmwGI/AAAAAAAAAMg/njVsLlIq9t0/s1600-h/UmParDePostesParaTiUmParDePostesParaMim.jpg"&gt;&lt;img src="http://lh3.ggpht.com/RHCSilva/SL7O4kxmwGI/AAAAAAAAAMg/42CO21Ew9nI/s720/UmParDePostesParaTiUmParDePostesParaMim.jpg" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7O43lq1yI/AAAAAAAAAMo/wimL9zHL5rk/s1600-h/UmParDePostesParaTiUmParDePostesParaMim2.jpg"&gt;&lt;img src="http://lh4.ggpht.com/RHCSilva/SL7O43lq1yI/AAAAAAAAAMo/BhUplK0-3Lw/s720/UmParDePostesParaTiUmParDePostesParaMim2.jpg" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas chega de falar do folclore. O acto eleitoral propriamente dito, como já foi noticiado, teve uns contratempos. Comecemos pelo princípio: distribuir os eleitores pela assembleia de voto mais próxima da sua residência oficial, como se faz em Pt, aqui não funciona, porque a maior parte da população tem "residências oficiosas". Isto é, como os "nossos meninos" lá da empresa dizem, o angolano para fazer uma casa é tramado, basta ter uns tijolos, não interessam os papéis. A Comissão Nacional Eleitoral entendeu que, com comunicação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;wireless &lt;/span&gt;entre assembleias e pintando o dedo de quem concluia o seu dever cívico, estavam asseguradas as condições para permitir ao povo votar onde quisesse. O problema foi o material. Houve mesas de voto cujos boletins já se tinham esgotado 3 horas após a abertura das urnas, devido à afluência acima do previsto. E a situação mais difícil de explicar e aceitar foi que, noutras assembleias, as urnas, cadernos e boletins chegaram com atraso, situação que em Pt acontece pontualmente numa aldeia perdida na serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui ao pé de casa, no centro da cidade, local onde trabalha muita gente e provavelmente muitos se recensearam, mas sem grande densidade de moradores, tudo ocorreu naturalmente. Hoje houve tolerância de ponto, por isso não houve correntes de gente a caminho dos escritórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SMFupQBaeLI/AAAAAAAAANc/tR4aJlW9x64/s1600-h/Assembleia.jpg"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/RHCSilva/SMFupQBaeLI/AAAAAAAAANc/1G70DPElF1M/s720/Assembleia.jpg" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assembleia de voto no Largo Serpa Pinto, aqui nas Ingombotas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A CNE anunciou, a meio do dia, que em vez de se encerrarem as urnas às 18, como previsto, só encerrariam quando não houvesse mais eleitores a quererem votar. Houve quem questionasse a legitimidade da CNE para tomar uma decisão à margem da constituição. A verdade é que as urnas acabaram por encerrar às 20, sem que toda a gente tivesse votado, e a UNITA já reinvidicou a repetição das eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os ânimos populares? Bem, é certo que falta esperar pelas reacções aos resultados (que, em 1992, foram o pretexto para os conflitos), mas pelo menos para já quase todos os angolanos pareciam fazer questão em usufruir deste 5 de Setembro de um modo diferente dos outros dias. Sem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stress&lt;/span&gt;, mas com emoção. Um jornalista de exteriores da Rádio Eclésia, chamado pelos colegas dos estúdios para intervir em directo, não resistiu a começar a reportagem anunciando «senhores ouvintes, primeiro que tudo deixem que vos diga como estou feliz, pois acabei de exercer o meu direito de voto».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-7073248323273998829?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/7073248323273998829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=7073248323273998829' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7073248323273998829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/7073248323273998829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/09/votamento.html' title='Votamento'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL7LYR5HgnI/AAAAAAAAAMY/_gkS3qDu1iI/s72-c/PequenosPartidos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-6502530969667892524</id><published>2008-09-04T18:00:00.007+01:00</published><updated>2008-09-05T11:09:14.213+01:00</updated><title type='text'>Arte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br/&gt;Uma das várias diferenças que saltam à vista entre Portugal e Angola é que, aqui, ainda não há cadeias de megastores a dominarem sectores de actividade. Esqueçam os 2 supermercados Pingo Doce por freguesia (apesar do JES ser sócio, cá não há nenhum) e as dezenas de lojas Moviflor (há uma) e Worten. Contentem-se com a mercearia ou a loja do mestre marceneiro. E, outro pormenor engraçado (quando não nos calha a nós): os representantes das marcas automóveis têm tamanha ruptura de stock de peças, que um simples vidro ou um farol traseiro pode não ter estimativa de data de chegada ou sequer de preço! É aí que surge a figura da loja de peças genuínas para automóveis. Se são genuinamente novas, ou se o genuíno dono autorizou a sua venda, já é outro assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é que isto tem a ver com Arte? Porque é que o título deste post é Arte II? Simples. Havendo uma infinidade de pequenos negócios, não se encontram pela rua muitos outdoors (só os do sector bancário, de condomínios, de marcas automóveis, de bebidas e os do émepê-éle-á) nem reclamos luminosos. Para este comércio de bairro, quase basta um cartão e uma caneta, e o mais sofisticado que podem aspirar em termos de publicidade, é terem a fachada do estabelecimento decorada pela mão e pelo pincel de um mestre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL6ugGz2phI/AAAAAAAAAKw/-yLcLd6CsLo/s1600-h/Mercearia.jpg"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/RHCSilva/SL6ugGz2phI/AAAAAAAAAKw/5-NBqhOOB7w/s512/Mercearia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Leite em pó, papas, óleo de palma, arroz, insecticida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL6ugRtgjRI/AAAAAAAAAK4/nRnN5Vo5KSQ/s1600-h/Pe%C3%A7asAuto.jpg"&gt;&lt;img src="http://lh4.ggpht.com/RHCSilva/SL6ugRtgjRI/AAAAAAAAAK4/EbpjP9MCtpQ/s720/Pe%C3%A7asAuto.jpg" width=600px/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Radiadores, faróis, correias, vidros, discos de embraiagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL6ugkFti6I/AAAAAAAAALA/KM7QlDQLklQ/s1600-h/Conforama.jpg"&gt;&lt;img src="http://lh6.ggpht.com/RHCSilva/SL6ugkFti6I/AAAAAAAAALA/MDlFr7bS3KU/s512/Conforama.jpg" width=600px /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Televisores, aparelhos de ar-condicionado, fogões, frigoríficos, máquinas de lavar, mobílias de quarto e de sala... Pera lá, isto é a Conforama!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL6ug8RdSyI/AAAAAAAAALI/WcIfsOvAvCs/s1600-h/Gelo.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL6ug8RdSyI/AAAAAAAAALI/WcIfsOvAvCs/s400/Gelo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Preciso mesmo de dizer o que se vende aqui? Gelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL6uhK3ZrzI/AAAAAAAAALQ/ZgS1gGvywT0/s1600-h/Cervejaria.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL6uhK3ZrzI/AAAAAAAAALQ/ZgS1gGvywT0/s400/Cervejaria.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda não encontrámos da Eka nem da Sambila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL60iBrWDLI/AAAAAAAAALo/k45yXbgzTvg/s1600-h/Gerador.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL60iBrWDLI/AAAAAAAAALo/k45yXbgzTvg/s400/Gerador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reparações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL60iVCRHxI/AAAAAAAAALw/BFa8NBtVo0A/s1600-h/Tabacaria.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL60iVCRHxI/AAAAAAAAALw/BFa8NBtVo0A/s400/Tabacaria.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tabacaria. Será que também se vende A Bola e se regista o Euromilhões?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dei por mim a lembrar-me dos murais políticos que via por Lisboa quando era puto, na sobretudo na primeira metade da década de ’80 (como um do PCTP-MRPP no muro do IST, entretanto pintado de beje...), ou de outro de ’99, em homenagem ao povo de Timor Lorosae, perto da Embaixada do EUA em Lisboa (também destruído porque alguém se lembrou borrar aquilo com uma cor ranhosa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que daqui a 10-20 anos esta arte publicitária também desapareça das paredes das pequenas lojas dos arredores de Luanda. O que é pena, porque ainda dão alguma alegria a uma cidade cujas cores dominantes são o cinzento-cimento dos musseques, e a cor-de-prédio-que-não-vê-tinta-há-34-anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-6502530969667892524?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/6502530969667892524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=6502530969667892524' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6502530969667892524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6502530969667892524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/09/arte-ii.html' title='Arte II'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/RHCSilva/SL6ugGz2phI/AAAAAAAAAKw/5-NBqhOOB7w/s72-c/Mercearia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-5485328151563999809</id><published>2008-09-03T15:29:00.017+01:00</published><updated>2008-09-05T11:07:29.170+01:00</updated><title type='text'>Arte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br/&gt;Um dos pontos de passagem obrigatória para os “pulas” a trabalhar em Luanda é o Mercado de Arte, ao sul do Futungo de Belas. Está dividido em duas alas: a do artesanato de diferentes tamanhos, em pau preto ou pau rosa, de pais e mães (com ou sem filhos na barriga e nas costas), pensadores, elefantes, girafas, palancas e um ou outro rinocerante; e a das telas pintadas a tinta de óleo ou de areia, em tons verdes, azuis, rosa ou cor-de-cobre, onde dominam novamente as mães, as paisagens à beira-mar com cubatas entre palmeiras e embondeiros, ou o embondeiro solitário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL6k_P9M0PI/AAAAAAAAAKo/qa2cfHKZb54/s1600-h/Mercado+de+Arte.jpg"&gt;&lt;img src="http://lh3.ggpht.com/RHCSilva/SL6k_P9M0PI/AAAAAAAAAKo/kqMGPIdT6Yo/s720/Mercado%20de%20Arte.jpg" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Telas em exposição. Ainda vamos gastar aqui uns kwanzas...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mal começamos a percorrer os corredores entre as bancas de venda, somos convidados a ver os trabalhos do primeiro mestre (ou familiar de mestre), perante o olhar dos outros, que esperam por uma oportunidade para nos mostrarem também a sua obra. Claro que os preços para branco são inflaccionados. Mas, ao nosso primeiro queixume, o vendedor rapidamente nos sossega que aquele valor é apenas o primeiro, «p’rá começá á negociá».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, parte substancial dos negócios em Angola funciona na base do regateio – cada uma das partes atira um valor que sabe que a outra não vai aceitar, e ambas vão fazendo concessões até que cheguem a acordo. Quando chegamos ao ponto em que já gastámos de mais e usamos o argumento de que já só restam trocos, ainda nos perguntam quanto temos, tentando vender qualquer peça pelas últimas notas que sairem do bolso. E, mesmo que nos limpem a carteira a meio do corredor, é garantido que ainda vamos ser abordados em cada banca até ao fim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL6eL0AcdgI/AAAAAAAAAKg/2wh0XjaWmg8/s1600-h/Pensando+na+vida.jpg"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL6eL0AcdgI/AAAAAAAAAKg/2wh0XjaWmg8/s400/Pensando+na+vida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um casal de pensadores e um mini-elefante já cá moram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL741CO-N-I/AAAAAAAAANU/igN6yhsP5oM/s1600-h/M%C3%A3e+e+Pai.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SL741CO-N-I/AAAAAAAAANU/igN6yhsP5oM/s400/M%C3%A3e+e+Pai.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com as imagens do Pai e da Mãe em versões máscara e lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-5485328151563999809?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/5485328151563999809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=5485328151563999809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5485328151563999809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5485328151563999809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/09/arte.html' title='Arte'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/RHCSilva/SL6k_P9M0PI/AAAAAAAAAKo/kqMGPIdT6Yo/s72-c/Mercado%20de%20Arte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-3282124191010615379</id><published>2008-08-24T11:59:00.015+01:00</published><updated>2008-08-27T21:50:08.506+01:00</updated><title type='text'>Arrumar a casa</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os ocidentais que aqui chegam ficam impressionados e, muitos deles, incomodados com a quase anarquia que milhões de Luandenses foram reforçando, na sua ânsia de perderem o mínimo de tempo com aquelas coisinhas chatas do dia-a-dia, como respeitar filas, um duplo traço contínuo ou um semáforo vermelho, e atravessar a rua nas passadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "arrumação da casa" angolana não se apoia apenas nas obras de grande vulto, como vias de comunicação ou infra-estruturas básicas, passa também por disciplinar a mole humana. Nas últimas semanas, algumas artérias assistiram à colocação de separadores centrais capazes de dissuadir o candongueiro mais atrevido (falta a Revolução de Outubro, caraças!), e surgiram igualmente barreiras para dificultar a vida aos peões que não atravessam nos locais devidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isto é secundário quando comparado com um problema de saúde pública: a atitude "despreocupada" com o lixo. A mensagem que se tem tentado passar é a evidente, e em linguagem que o povo entenda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SLFTqmN3vKI/AAAAAAAAAKQ/8lRzz55O0-U/s1600-h/P1010230.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SLFTqmN3vKI/AAAAAAAAAKQ/8lRzz55O0-U/s400/P1010230.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238059832886934690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será uma batalha fácil. Há uns meses, ouvimos uma notícia de rádio, segundo a qual uma equipa de recolha de resíduos tinha limpo um bairro, e ao regressar dias depois deparou-se com um novo monte de lixo no sítio do costume. Os ânimos entre moradores e funcionários exaltaram-se, e levou na cara quem estava em minoria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da preguicite não ajudar (tal como acontece aí no rectângulo na altura de separar vidros, plásticos e papéis para os ecopontos, não é?), muito boa gente mantém, com o lixo, a atitude de há décadas atrás, quando este se resumia a restos de frango (ou outros) e a cascas de frutas e legumes: atira para o monte e espera que ele desapareça. E ele, naturalmente, desaparecia. O problema é que as latas de refrigerante e embalagens de plástico não. Há umas semanas atrás, na procura do caminho para a Barra do Dande, acabámos às voltas no meio de um mercado de rua, cujo pavimento era composto por um suave tapete de chinelos usados e garrafas de plásticos espalmadas, ao ponto de não se ver o chão! É lógico que os comportamentos terão de mudar, ou as populações mais pobres, que acham natural terem os tornozelos atolados em lixo, em breve estarão atoladas até ao pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que achamos que um dos aspectos que mais nos vão marcar nesta passagem extra-europeia, é aumentarmos a nossa consciência do que estamos todos (mesmo TODOS, à escala global) a fazer à nossa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;casa&lt;/span&gt;, varrendo o muito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pó&lt;/span&gt; que fazemos para debaixo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tapete&lt;/span&gt;. É que o que temos visto é apenas uma amostra, e a população de Angola até é pequena...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-3282124191010615379?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/3282124191010615379/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=3282124191010615379' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3282124191010615379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3282124191010615379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/08/arrumar-casa.html' title='Arrumar a casa'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SLFTqmN3vKI/AAAAAAAAAKQ/8lRzz55O0-U/s72-c/P1010230.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-4315551893281348262</id><published>2008-07-02T23:25:00.004+01:00</published><updated>2008-07-02T23:59:15.751+01:00</updated><title type='text'>Obras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Costuma-se dizer que não há fome que não dê em fartura. Depois do episódio em que fomos "aCtuados" por estarmos em "transgreNsão" (pelo menos segundo os documentos que nos foram emitidos), não tivémos de esperar muito mais até nos chegarem à mão os passaportes. Sinto-me inchado. Em vez de um "vulgar" visto de trabalho, temos os mui nobres &lt;b&gt;Vistos de Reconstrução Nacional&lt;/b&gt;. Não, isto não quer dizer que vamos andar a manobrar máquinas da Odebrecht ou de uma das construtoras chinesas que aparecem a cada canto e esquina. Muito pelo contrário, este é um visto VIP, com "status". Só lhe falta o símbolo da Mercedes, ou algo do género.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angola precisava desta reconstrução. Faltavam - e ainda faltam, claro - habitações e vias de comunicação. No centro não há muito espaço para mais tectos, por isso os novos espalham-se pelos arredores. Os transportes ferroviários têm ganho expressão, mas algo timidamente, e provavelmente o panorama só mudará no dia em que se aumentar a gasolina para 100 Kwanzas por litro (a população era capaz de ficar "chateadinha", mas uma medida deste género faria maravilhas no trânsito...). Até lá, há que reparar os bocados de estrada à volta dos buracos da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fiquei surpreendido com a rapidez com que se actuou (sim, queria empregar o verbo «actuar», não o verbo «autuar»...) no caso do buraco da Rua do Laboratório de Engenharia. Passavamos por ele diariamente, e foi com uma rapidez impressionante que o vimos crescer desde a meninice de um buraco em que se passa em 1ª para não lixar uma jante, até um buraco adulto capaz de engolir um carro que não o contornasse, com respeito. No dia em que se fez homem, o "nosso" buraco foi imediatamente visitado por uma equipa, que precisou de pouco mais de uma jornada de trabalho até restabelecer a normalidade. Mas, uns 100 metros ao lado, outro pedaço de chão foi abatendo com o peso dos carros, e lá voltou a equipa. Conclusão: as reparações são rápidas, o problema é que há muitas para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo me merece elogios, Senhores. É verdade que há centenas de ruas de Luanda que merecem um novo tapete de alcatrão. E ainda bem que repararam nisso. Ora bem, eu deixava uma sugestão para o futuro: que tal não começarem por esburacar as que ainda estão mais ou menos boas? Hein? Até era fixe, né? Eu sei que engenharia de estradas e buracos não é a minha área de especialização, mas as minhas costas dizem-me que os locais prioritários não eram bem aqueles... No entanto, se não concordam com a observação não me levem a mal, digam-me apenas «pshcala-te», e eu falo do tempo. Tem estado porreiro, nem frio nem calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucede, apenas por acaso, que as ruas escolhidas para a intervenção têm, habitualmente, um trânsito enervante. Com filas de trânsito suprimidas, bermas recortadas, candongueiros a ultrapassar pela contramão (espera, isto é todos os dias, não apenas quando há obras), o trânsito evoluiu para a condição de infernal. Entendo por infernal demorar mais de hora e meia para percorrer 4 quilómetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cereja no topo do bolo: para não se cortar completamente a circulação (o que só seria viável ao fim-de-semana), optou-se por não fazer circular as máquinas durante o dia. Resultados: primeiro, as obras duram o dobro do tempo; segundo, o Afonso não dorme (e não será certamente o único na rua). Mesmo durante a noite, a equipa não é muito extensa, e temo que as ferramentas que deram aos chineses sejam as colheres com que eles comem a taça de arroz que lhes é servida ao fim do dia. Ou pauzinhos... Ok, não tenho especial admiração pela eficácia do trabalho do país dos maiores copiões do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, se Angola pudesse levar a cabo a reconstrução nacional sem recorrer a mão-de-obra estrangeira, fá-lo-ia. No caso de técnicos superiores, talvez seja possível daqui a alguns anos, já que existe vontade de absorver know-how. O angolano não é nada parvo, e a classe que teve acesso a instrução tem visão a longo prazo. O aborrecido é terem necessitado de importar trabalhadores braçais quando existe tanta malta nova com saúde, cujo "emprego suado" é rodear um carro de um branco quando este se prepara para sair pela manhã, a pedir (perdão, a EXIGIR) dinheiro porque o carro foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;controlado&lt;/span&gt; durante a noite. Beeem... comparando com a cara-de-pau destes, os "abana-braços" de Portugal são uns meninos de coro! Os que me ajudam a não amarrotar os carros dos vizinhos com a banheira, ainda merecem algum crédito; agora, a malta que me aborda quando me preparo para abandonar o local são o quê, os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"desarrumadores"&lt;/span&gt;? «Logo não pões aqui o carro, que esta rua é nossa», avisaram-me. Ah é deles? Curioso, não os vi de picareta na mão a contribuir para as obras... Sou mesmo distraído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma sugestão para os Senhores: agarrem nesta rapaziada que tem bom couro, uma enxada a cada um, e um batatal para se entreterem e fazerem algo para o bem de todos (a começar pelo deles). Vontade não vos falta? Pois, imagino.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-4315551893281348262?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/4315551893281348262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=4315551893281348262' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/4315551893281348262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/4315551893281348262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/07/obras.html' title='Obras'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-5693684379391929278</id><published>2008-06-21T15:58:00.012+01:00</published><updated>2008-06-21T17:29:29.063+01:00</updated><title type='text'>Multimedia</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;style="text-align:center"&gt;&lt;br /&gt;«And now for something completly different».&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Se, até agora, a cor deste estaminé resumia-se ao preto, vermelho e amarelo da bandeira de Angola (agora em tons ligeiramente desvirtuados mas que não ferem tanto a vista...), chegou a altura de vos presentear com imagens.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de colocarem os cintos não se esqueçam de trancar o carro! Carreguem no play do "cantante", ponham-no bem alto...&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="80"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/jgnUrNJpVN/aus=false/"&gt;&lt;/param&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://media.imeem.com/m/jgnUrNJpVN/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;... e comecemos então a &lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/kml/?user=450778" target="_blank"&gt;visita guiada&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAn9U5cjI/AAAAAAAAAIc/wx15ICfV4GY/s1600-h/LuandaTransito.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAn9U5cjI/AAAAAAAAAIc/wx15ICfV4GY/s400/LuandaTransito.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha avisado que a distância entre os carros varia entre muito pouco e quase nada, mas não se assustem. Está (quase) tudo controlado.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11347794"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static3.bareka.com/photos/medium/11347794.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Maternidade Lucrécia Paim, ex Maternidade da Sagrada Família. Está a ser expandida com a construção de uma torre, mas o edifício que nos interessa é este, porque foi exactamente aqui que a Paula nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11347925"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11347925.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11348037"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11348037.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11348149"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11348149.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da rua, a Igreja da Sagrada Família.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11348269"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11348269.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Largo Rainha N'Jinga, com o Mercado (coberto de publicidade), o Edifício da Cuca e a mui turística estátua da Rainha. Vêem aquele arranha-céus inacabado lá ao fundo à direita? É conhecido como o Prédio da Lagoa porque, já depois de erguido, concluiu-se que estava sobre... isso mesmo, era óbvio, não era? Como podem observar pela roupa pendurada, apesar das condições, é habitado.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11348384"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static1.bareka.com/photos/medium/11348384.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A estátua da Rainha N'Jinga.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11348533"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11348533.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11348633"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11348633.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11348755"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static4.bareka.com/photos/medium/11348755.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11348805"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11348805.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11348867"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static4.bareka.com/photos/medium/11348867.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Noutro Largo (1º de Maio), outra estátua, esta de Agostinho Neto.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11349084"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static1.bareka.com/photos/medium/11349084.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Continuando no mesmo tema, eis o Monumento às Heroínas Angolanas (Lucrécia Paim, Deolinda Rodrigues, Engrácia Santos, Teresa Afonso  e Irene Cohen).&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11349157"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11349157.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;No extremo nordeste da Avenida Marginal, o edifício do Porto de Luanda (e, já agora, uma amostra do parque automóvel da cidade).&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11349213"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11349213.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Mais a oeste, na mesma avenida, o edifício do Banco de Angola.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11349266"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static3.bareka.com/photos/medium/11349266.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Palácio Dona Ana Joaquina.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11349320"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static1.bareka.com/photos/medium/11349320.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Hospital Josina Machel - Maria Pia.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAnMxBcHI/AAAAAAAAAIM/q_pSf3Jy8sI/s1600-h/LuandaPredioElevadores.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAnMxBcHI/AAAAAAAAAIM/q_pSf3Jy8sI/s400/LuandaPredioElevadores.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Os elevadores do 1º prédio onde morámos. Não, tudo bem, vamos a pé...&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAndoVwQI/AAAAAAAAAIU/BBBdf_4cfak/s1600-h/LuandaReclusao.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAndoVwQI/AAAAAAAAAIU/BBBdf_4cfak/s400/LuandaReclusao.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Só falta a bola de ferro no tornozelo, mas pelo menos assim estávamos (um pouco) mais seguros.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11351509"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11351509.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A rua onde morámos (Presidente Marien Ngouabi, ex Rua António Barroso), na Maianga.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11351563"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static4.bareka.com/photos/medium/11351563.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A vista que tinhamos à hora do pequeno-almoço (6:30).&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11349404"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static1.bareka.com/photos/medium/11349404.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, a vista das traseiras consegue ter mais motivos de interesse do que a da frente da rua (ignorando o musseque lá atrás, claro).&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11349473"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11349473.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo sítio vê-se o Mausoléu Agostinho Neto.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11349537"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11349537.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;E ainda a Ilha de Luanda (que a intervenção humana transformou numa península).&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.panoramio.com/photo/11349597"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://static2.bareka.com/photos/medium/11349597.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Na entrada da Ilha, o último monumento desta jornada, em homenagem à mulher peixeira.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrCKKNvkXI/AAAAAAAAAJY/mPkuDa05PdI/s1600-h/LuandaVendedoresAmbulantes4.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrCKKNvkXI/AAAAAAAAAJY/mPkuDa05PdI/s400/LuandaVendedoresAmbulantes4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Por falar na mulher peixeira...&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAoLKkY7I/AAAAAAAAAIk/rpk4v_QB2SY/s1600-h/LuandaVendaNaRua.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAoLKkY7I/AAAAAAAAAIk/rpk4v_QB2SY/s400/LuandaVendaNaRua.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a target="_blank" href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAoe8oT6I/AAAAAAAAAIs/gYIEo6kH39U/s1600-h/LuandaVendedoresAmbulantes1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAoe8oT6I/AAAAAAAAAIs/gYIEo6kH39U/s400/LuandaVendedoresAmbulantes1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFv34hu_SeI/AAAAAAAAAJ8/afQJYKPWYjg/s1600-h/LuandaVendedoresAmbulantes2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFv34hu_SeI/AAAAAAAAAJ8/afQJYKPWYjg/s400/LuandaVendedoresAmbulantes2.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrCKc4cz3I/AAAAAAAAAJg/KTx9NGi2ENM/s1600-h/LuandaVendedoresAmbulantes3.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrCKc4cz3I/AAAAAAAAAJg/KTx9NGi2ENM/s400/LuandaVendedoresAmbulantes3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Frutas e legumes, galinhas, panos, bebidas... Isto é só uma amostra, a lista é infindável. &lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SF0Yqvl33tI/AAAAAAAAAKE/ICzM73pJZgY/s1600-h/Luanda+2008-05-31+10-50-40.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SF0Yqvl33tI/AAAAAAAAAKE/ICzM73pJZgY/s400/Luanda+2008-05-31+10-50-40.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E os números de equilibrismo com o puto de meses embrulhado nas costas, hein? Vá lá, desta vez foi só um alguidar com fruta, às vezes são botijas de gás.&lt;br /&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td colspan="2"&gt;&lt;br /&gt;A vista da casa onde estamos agora não tem grandes motivos de interesse (no &lt;a href="http://afonsoloureiro.net/blog" target="_blank"&gt;Aerograma&lt;/a&gt; do Afonso podem ver o Hotel Katekero em 1970 e no que se tornou actualmente). Mas, felizmente, parece que conseguimos travar a porta de entrada destas duas espécies... :D &lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td style="vertical-align: top"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFv34SQK-iI/AAAAAAAAAJs/PwjjkcC1IPk/s1600-h/cartoonbaratas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand; width=250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFv34SQK-iI/AAAAAAAAAJs/PwjjkcC1IPk/s400/cartoonbaratas.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td style="vertical-align: top"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFv34joawlI/AAAAAAAAAJ0/Dg5TntkzYEw/s1600-h/cartoonrato.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand; width=250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFv34joawlI/AAAAAAAAAJ0/Dg5TntkzYEw/s400/cartoonrato.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;(desenhos de Henrique Arede)&lt;br&gt;&lt;br /&gt;E pronto, esperamos que tenham gostado das fotos.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Já acabaram de ouvir o Duo Ouro Negro? Podemos dar-vos mais música? Então cá vai um estilo que parece ter bastante saída, a balada-tipo-canção-do-bandido: eu sou fiel baby, não ligues ao que esses intriguistas dizem, só querem destruir o nosso amor, blá-blá-blá. Tendências poligâmicas do macho africano? Talvez, mas o Anselmo Ralph tem estilo e merece ser ouvido no hemisfério Norte, por isso cá vai uma ajudinha. De um blog em Luanda para um supermercado que nós conhecemos em Queluz vai ser um pulinho. ;)&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="80"&gt;&lt;param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/df-ZS-SzJz/aus=false/"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://media.imeem.com/m/df-ZS-SzJz/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Para acabar, convidamo-vos a verem o video dos Buraka Som Sistema, filmado em Luanda, e no qual podem ver algumas imagens da cidade. Electrizante é pouco. Disfrutem!&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="600" height="450"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4CkXhtw7UNk&amp;hl=en&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4CkXhtw7UNk&amp;hl=en&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="450"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/style&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-5693684379391929278?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/5693684379391929278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=5693684379391929278' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5693684379391929278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/5693684379391929278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/06/multimedia.html' title='Multimedia'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FKwapZuE4e4/SFrAn9U5cjI/AAAAAAAAAIc/wx15ICfV4GY/s72-c/LuandaTransito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-3684066164507045844</id><published>2008-06-11T20:14:00.004+01:00</published><updated>2008-06-17T21:45:05.099+01:00</updated><title type='text'>Ambiente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&gt; A (de algo-que-nos-tem-feito-bastante-falta-nos-últimos-tempos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Perguntava-me há dias o nosso colega o que deve trazer na bagagem, quando se juntar a nós no próximo fim-de-semana. Pois bem, cá vai a resposta: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;traz alforges com água! Traz um bidom! Traz a piscina do Lopes! Traz canos novos para a Ingombota, que os destas ruas devem ter dado o p... mestre! &lt;/span&gt;Então não é que, contra o que é habitual, agora que estamos numa altitude mais próxima de zero, é que a sacana da água se lembra de falhar dia-sim-dia-sim? Nos últimos dez dias nunca tivemos água nas torneiras por mais de 24 horas seguidas, o que é digno das emissões da RTP no início dos anos 80 - «pedimos desculpa por este programa, a nossa interrupção segue dentro de momentos». Ainda por cima, como nos primeiros dias o urso (eu) chegava a casa e, em vez de aproveitar enquanto a água ainda corria, ia enviar uns ficheiros para um cliente (porque a net caseira é mais rápida do que a da empresa), quando chegava à banheira, nas torneiras já só havia ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; C (de 5 de Setembro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já se sabia o mês, mas todo o país aguardava ansioso pela data exacta das eleições em Angola. Pessoalmente, só estávamos à espera de saber se seriam no início ou no fim de Setembro, para marcarmos as férias, e ao que parece não seremos os únicos. Na política e no futebol, nunca se sabe como reagem os adeptos que vêem a equipa rival marcar mais golos. Pelo sim pelo não, quem não liga a este jogo não quer estar perto do estádio.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&gt; D (de Dinheiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já o tinha referido há uns tempos, mas volto a dizer: o Kwanza não é nada prático. Há umas semanas dei por mim a pensar que, se fosse substituído por um "novo Kwanza", numa proporção de 1 para 100, Angola ficaria com uma divisa mais compatível com o custo de vida, e também com o principal termo de comparação, o dólar. Qual não foi o nosso espanto quando descobrimos que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kwanza"&gt;já foi feito algo do género por mais do que uma vez, e não foi assim há tanto tempo&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não é só o baixo valor da moeda, é principalmente o das notas emitidas (as maiores que conhecemos são as de 2000). Um destes dias, aguardávamos pacientemente a nossa vez de pagar as compras do supermercado, e vimos que a família à nossa frente tinha uma despesa de cerca de 40000 Kz. Eis que a matriarca saca de um maço de notas de 2000 e de 200, e começa a entregá-las à moça da caixa que, pela expressão facial, ficou com a cabeça em água perante tamanha dose de papel. Para entenderem melhor, imaginem que vão ao supermercado e pagam uma despesa de 400€ com notas de 20€ e moedas de 2€... Imaginem também uma caixa multibanco cheia de notas "pequenas" e calculem em quanto tempo fica vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; E (de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ecologia, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Economia, Energia, etc)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se há situações - trabalho, trânsito, pessoal que usa expedientes para obter uns rendimentos extra, ou que arranja desculpas para adiar os seus compromissos - em que encontramos vícios semelhantes em Portugal e Angola (com a ressalva de que os maus vícios estão mais vincados neste quadrado do que aí no rectângulo), por outro lado há aspectos em que não parece que estamos no mesmo planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, à semelhança de outros países não produtores de petróleo, bastou um mês e uma subida brutal no preço dos combustíveis para o dia-a-dia ficar virado do avesso. A indignação dos particulares e o boicote às principais gasolineiras são até secundários, quando comparados com a greve de camionistas que pôs em causa a distribuição de combustível e alimentos. Desta vez, nem o futebol faz o povo esquecer a crise. Começamos a duvidar se, quando voltarmos ao país de onde saímos há escassa meia-dúzia de semanas, o vamos reconhecer. E, por um lado, ainda bem; a escalada dos preços é dura, mas a mole humana parece que só aprende a deixar de ser burra e esbanjadora quando tem "dores no bolso" (e alguns nem isso, veja-se o caso do pessoal que andou a fazer rateres como forma de protesto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num país em que a gasolina custa 4 vezes menos, a preocupação com o consumo e as emissões poluentes é ZERO! O parque automóvel é dominado por furgões com vinte anos e jipes de grande porte e alta cilindrada que, num pára-arranca infernal, gastam facilmente 20 litros por 100 Km. As falhas de energia são compensadas por um número indeterminado geradores que funcionam - adivinhem - a gasóleo. Já contávamos que aqui não existissem conceitos como separar lixo, apagar as luzes durante o dia, utilizar lâmpadas economizadoras ou pilhas recarregáveis, mas quando há dias demorámos 15 minutos para percorrer 200 metros, pesou-nos na consciência o mal que estávamos a fazer ao planeta. E, apesar de o sentimento de culpa nos ter feito desligar o carro até que a fila se arrastasse (o que ainda demorou), não pudemos deixar de pensar que aquilo de pouco servia, quando à nossa volta havia dezenas de motores a queimar combustível para nada. É bom saber que já não vai ser preciso esperar muitos anos nem ter muito dinheiro para ter um meio de transporte &lt;a href="http://www.autobloggreen.com/2006/09/04/smart-ev-now-available-in-switzerland/"&gt;destes&lt;/a&gt; (basta uma garagem para o carregar à noite e 17000€ para o ir buscar ao Reino Unido ou à Suíça). Quando voltarmos, prometemos redimir-nos dos pecados que estamos a ser obrigados a cometer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; F (de fins-de-semana e de feriados)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Primeira nota informativa: feriados que calhem ao domingo (o que aconteceu em dois fins-de-semana seguidos, recentemente) são gozados à segunda-feira. Antes que comecem os comentários, fiquem também a saber que a semana de trabalho em Angola é de 44 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim-de-semana Luanda é outra. A operação começa na 6ª à tarde, quando se formam filas monstruosas para levantar dinheiro (antes que esgote, o que pelos motivos apontados atrás, não é difícil). De 6ª à noite até que o sol se põe no domingo, há decibeis no ar, Cucas nas gargantas (há dias vimos um pequeno grupo empurrando dois carrinhos do Jumbo com exactamente 28 paletes, ie 672 latas, ie 224 litros!), menos engarrafamentos, e menos pessoal a furar as filas e a pisar traços contínuos. Ora, se há menos &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=U1gYG9nTau8"&gt;prevaricadores&lt;/a&gt;, o critério da operação stop é quem-tem-cara-de-estar-com-a-carteira-cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&gt; F outra vez (de Fotos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É já no próximo post, eu prometo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-3684066164507045844?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/3684066164507045844/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=3684066164507045844' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3684066164507045844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/3684066164507045844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/06/ambiente_11.html' title='Ambiente'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-4366312860742553964</id><published>2008-05-28T20:23:00.013+01:00</published><updated>2008-06-17T22:20:37.270+01:00</updated><title type='text'>Mudança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se os comentários dos amigos a quem promovi este cantinho me enchem de orgulho, as visitas de outros amigos, que não conheço pessoalmente mas com quem partilho agora um ponto em comum, deixaram-me igualmente inchado mas, acima de tudo, surpreenderam-me. Sejam todos muitos bem-vindos, apareçam quando quiserem. Espero apenas que compreendam que nem sempre irei escrever sobre Angola; ocasionalmente irei dar notícias nossas ao pessoal do rectângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&gt; Hora H&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nos dois últimos dias em que habitámos na Maianga, a noite caiu sem electricidade no bairro, como se este previsse a nossa saída. Entre meia-dúzia de piadas a propósito da taxa de natalidade no tempo dos nossos avós, ou do romantismo de jantar sandes mistas à luz de velas, a contrastar com a alta tecnologia de uma candeia de led’s dos chineses, não pudemos deixar de pensar que a mudança de casa vinha na hora H. É que se começasse a tornar-se um hábito faltar a electricidade naquele bairro à hora a que nós precisávamos dela, o espírito de gozo com que encarávamos a situação era capaz de perder um pouco do gás... Mas, felizmente, tudo tem corrido de modo a que nenhuma das concessões que tivemos de fazer para estar aqui seja problemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&gt; O Casarão (que não é em Queluz de Baixo)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi por causa do gerador que esta mudança foi agendada. O que se passa é que vamos dividir o tecto com um amigo, que irá trabalhar connosco a partir do mês que vem, e a empresa achou que precisávamos de mais espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, espaço é coisa que não falta nesta casa! Rapidamente nos questionámos se o anterior ocupante não se perdia, sozinho aqui dentro, e ao fim de algumas horas em que era difícil ouvirmo-nos se não estivéssemos na mesma divisão, brincámos que se calhar é melhor arranjar uns walkie-talkies...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é quando for preciso limpar isto tudo! Dizem as nossas chefes que, em Luanda, quem tiver possibilidades de pagar uma empregada, deve mesmo tê-la, porque vai precisar. E não é só para ir limpando (mal) o pó e lavando (mal) a louça, é também para ter alguém que vai buscar a garrafa de gás quando acaba, ou sabe onde arranjar água quando esta falta, coisa que um europeu não sabe. Sinceramente, tremo só de pensar onde se vai buscar água quando ela não corre nas torneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&gt; A distância ao ninho ficou mais curta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, é verdade: já houve uma altura em que as pessoas vinham trabalhar para Angola, o contacto com família e amigos em Portugal era escasso e caro, as notícias de casa tardavam a chegar porque nem sempre havia televisão, e isso não fazia confusão a ninguém. Estávamos nos anos 60-70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais a sério, chegar a uma casa, encontrar um modem ADSL deixado no escritório, ligá-lo, e cinco minutos depois estar a abrir o google pode parecer banal, ou até uma borla simpática, mas dados os antecedentes é muito mais que isso. É o regresso da ligação ao resto do mundo! Nunca pensámos dar tanto valor uma net de 256 Kbps! Não que a permanência aqui em Luanda esteja a ser um castigo, nada disso, mas o contacto com o ninho não deixou de ser uma necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&gt; (Quase) afogados na nossa própria m...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo são rosas, e nem tudo cheira tão bem como elas. Desde o princípio notámos que tínhamos uma fonte (esporádica, é certo) debaixo de uma das sanitas. Dias depois a outra seguiu-lhe as pisadas, os ruídos da canalização juntaram-se mais tarde à festa, e quando demos por nós, certa noite «sentíamos presenças» de resíduos que... não desciam. Como temos sido tratados nas palmas das mãos pela empresa (concorrência, roam-se de inveja... :P), no dia seguinte já estava uma equipa de desentupimento a repor a normalidade. Ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&gt; Biodiversidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não sei se por estarmos mais perto do solo (1º andar), se por estarmos mais perto da orla marítima (800 metros em linha recta), se por haver umas ranhuras sob a porta da entrada e na janela da cozinha, se por todas as anteriores ou se por nenhuma, a fauna nesta zona é muito mais abundante do que na casa anterior. Todos os dias temos, esvoaçando à volta da porta, à espera que a chave a abra, um grupo das criaturas mais democráticas do planeta (&lt;a target="_blank" href="http://www.imeem.com/people/NJ3xDvb/music/gHXW4G3s/gnr_mosquito/"&gt;branco, preto, amarelo, cabrito, e picadela de mosquito&lt;/a&gt;). Também já recebemos - à chinelada, frise-se – um número indeterminado de visitas dos &lt;a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=882vmLAClnk"&gt;Só Pra Contrariar&lt;/a&gt; na porta do frigorífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lá íamos gracejando, e até mesmo quando nos cruzámos nas escadas do prédio com dois exemplares de outra &lt;a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rato"&gt;espécie&lt;/a&gt; achámos muito mais light comentarmos «olha ali o Mickey» do que queixarmo-nos da má vizinhança. A situação deixou de ter piada quando um petiz desta família badalhoca decidiu aventurar-se na nossa sala. Voltou a ter piada - excepto para ele - quando concluí que aquele pequeno corpo é tenro demais para servir de bola de golfe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantenho a vontade de, quando o trabalho o permitir, ir passar um fim-de-semana prolongado ao &lt;a target="_blank" href="http://www.kissama.angoladigital.net/visitas_parque.htm"&gt;Parque Nacional da Kissama&lt;/a&gt;. Pessoalmente, aprecio a atitude das espécies animais que não tentam criar laços de excessiva proximidade com os humanos logo ao primeiro contacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&gt; Usos e costumes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Querem conhecer algumas das expressões e hábitos de Luanda? Não? Então eu conto na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da gasosa se referir a dinheiro, era apenas o “nosso” refrigerante (Fanta, Coca-Cola, ou outras marcas, mas isso vai dar uma posta um dia destes). Imagino que o hábito de pedir «dá uma ajudinha para comprar uma gasosa» tenha evoluído para um mais objectivo «dá uma gasosa...».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma expressão que acho curiosa é a forma quase poética como se deseja boa noite: «uma noite feliz». Também a atitude de respeito com os mais velhos tem uma certa doçura: qualquer homem ou mulher a partir dos 40-50 é chamado de «pai» ou «mãe» por qualquer jovem que nunca o/a tenha visto. E não tem a ver com o número assustador de órfãos provocados pela(s) guerra(s), mas com a veneração ao mais velho como pessoa sábia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais mundano é o gesto de agradecimento: em vez de um aceno com a mão aberta, como nós fazemos, é vulgar usar-se o polegar, como nós dizemos «porreiro pá!». Por falar em agradecimento, é comum recebermos um «ok, obrigado senhor(a)» meio encabulado, quando damos os bons dias a alguém que conhecemos mal e com quem nos cruzamos casualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&gt; Sobreviventes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já escrevi anteriormente sobre os muitos caminhos de terra batida e a quantidade de gente que ganha a vida a lavar carros. Vou mais longe: em apenas 4 semanas, já estou esmagado com a visão de negócio do luandense! Chegou um casal de brancos ao prédio? Em 48 horas já está a vizinha de cima a bater à porta, a oferecer-se para empregada doméstica. Os assaltos são preocupantes? Colocam-se três seguranças a vigiar um prédio com 6 apartamentos (pagos pela quota do condomínio, suponho, o que deixa zero para a manutenção dos espaços comuns). Num dia o tal casal chegou do trabalho e não conseguiu estacionar o carro à porta? No dia seguinte os seguranças guardam lugar! Se as ruas de Luanda se “Helsinquizassem” para conforto dos imigrantes, os locais iam ter a vida mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&gt; Toda a ajuda tem um preço&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas os seguranças não foram os primeiros a lucrar com a nossa dificuldade em arranjar lugar para estacionar. O primeiro rapaz, que até ia apenas a passar quando chegámos das compras, foi directo ao objectivo assim que pusemos o pé fora do carro - «dá um trocado para uma Blue» - com uma certa musiquinha na voz. Hesitámos. Damos-lhe dinheiro ou damos-lhe logo o que ele diz que quer comprar? Meto a mão no saco das bebidas e pergunto-lhe «Queres Blue ou Cuca?». Ao ouvir a proposta de receber uma cerveja em vez de um sumo, o rapaz rasga ainda mais o sorriso. Claro que depois já queria duas, mas a Paula pôs-lhe travão. Na boa, deu-me um aperto de mão e seguiu todo contente, a matar a sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, tive de contar com a boa vontade de um dos miúdos que vendem bugigangas, para conseguir arrumar a banheira. Comprometi-me a dar qualquer coisa quando voltasse, e cumpri (lá estava debruçado no capot, paciente, disposto a cobrar a promessa), trazendo um sumo directamente do frigorífico para a mão dele. Mais uma vez, o sorriso foi maior do que se lhe tivesse dado o valor da bebida em kwanzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomámos então uma decisão: na próxima ida ao Jumbo, vamos trazer um stock de refrigerantes e cervejas para agradecer as gentilezas. Sai em conta, e a satisfação parece ser maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por hoje é tudo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cris, desculpa, ainda não foi desta que houve fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos, desejamos uma noite feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-4366312860742553964?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/4366312860742553964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=4366312860742553964' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/4366312860742553964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/4366312860742553964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/05/mudana.html' title='Mudança'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-4124105501790269879</id><published>2008-05-16T17:41:00.006+01:00</published><updated>2008-07-05T17:30:41.456+01:00</updated><title type='text'>Adaptação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, as minhas desculpas. Primeiro, por ter estado tantos dias sem alimentar o blogue; segundo, por vos brindar com um testamento ainda maior que o anterior. Acho que não é suposto dissertar sobre vários temas de cada vez que escrevo, mas não tem sido fácil aparecer com a frequência que gostaria. E, por enquanto, não consigo prever quando é que conseguirei ilustrar o que escrevo com imagens. Espero que a descrição seja suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de quatro longos dias, durante os quais a Paula estava tão desorientada que tentou derrubar um pilar da garagem com o carro, lá se juntou a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; A “nossa” casa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;... nos primeiros tempos. Neste fim-de-semana iremos para um apartamento num prédio pequeno e sossegado, mas até lá vamos ficando num dos muitos prédios altos de Luanda do tempo colonial que não têm manutenção provavelmente desde 74-75. Não há vidros nas portas do prédio, e olhando para as dos elevadores faz-se logo o filme completo: um dia avariou um, não se mandou arranjar (ou por falta de dinheiro, ou por falta de pessoal especializado), depois o outro, e a malta foi-se habituando a viver sem eles, apesar do prédio ter 7 andares. Não deixa de ser irónico, quando comparado com o nosso prédio de Tercena, onde há uns preguiçosos que usam o elevador para subir UM andar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos às escadas, com 4 patamares pela caminho até ao nosso destino. Quem me conhece, sabe que não me caem as perninhas por tão pouco, e só quando comecei a pensar na botija de gás é que dediquei alguns segundos a preocupar-me com este assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que vamos subindo, reparamos que os apartamentos têm uma primeira porta de grades (a nossa com cadeado, que às vezes custa a abrir e nos prega uns valentes sustos), dois ou três degraus, e a tradicional porta de casa. Já houve ocasiões em que ouvi o som destas portas a abrirem e fiquei na dúvida se alguém estaria a tentar visitar-nos sem pedir licença. Depois, passou-me a paranóia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos, e salta à vista que a empresa teve o cuidado de fazer obras. E, quanto às mordomias, temos cá quase tudo o que a nossa casa de Tercena tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; A moeda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Depois de há uns anos termos adoptado o euro, faz alguma confusão voltarmos a ver valores da escala de grandeza do escudo (1 € equivale a 116 Kwanzas, logo 1 Kwanza é pouco menos do que 2 escudos). Ainda por cima, só são utilizadas notas, mesmo para quantias pequenas que na Europa são pagas com moedas, como 5 a 200 Kwanzas (5 cêntimos a 2 euros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota informativa: embora o Estado queira combater a utilização de dólares nas transacções diárias, para reforçar a identidade da divisa do país, vai ser muito difícil impedir as pessoas de pensarem em USD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; O dia-a-dia em Luanda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Fechem os olhos. Conseguem imaginar 4 a 5 milhões de pessoas, aproximadamente a população das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, na área... da cidade de Lisboa? Porquê «4 a 5 milhões»? Porque não se sabe ao certo quantas pessoas habitam nos musseques, bairros caóticos cuja semelhança com as zonas menos recomendáveis da Amadora não é coincidência. As autoridades têm tentado diminuir esta densidade populacional, oferecendo condições para que estas pessoas se instalem na periferia, mas muitas delas acabam por voltar. É que em Luanda é onde ainda vão conseguindo fazer algum dinheiro, a vender fruta ou bugigangas na rua, a lavar carros ou a fazer outras tarefas braçais, a pedir ou, como em qualquer capital que se preze, a roubar. Felizmente, apesar das carências, Luanda ainda está longe da criminalidade violenta do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; &lt;i style=""&gt;Working at the car-wash&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Dissertar sobre a lavagem de carros parece um tema desinteressante, mas tratando-se de Luanda dava quase um &lt;i style=""&gt;case study&lt;/i&gt;. Por um lado, é proibido fazê-lo na via pública, e se os fiscais virem vão imediatamente pedir uma gasosa ao condutor do veículo. Por outro, é o que mata a fome a muita gente. Grande parte das ruas são de terra batida, e mesmo as principais têm uma teimosa camada de pó, o que torna impossível um carro manter-se limpo durante muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas traseiras do nosso prédio, em zona privada, há um grupo de rapazes que lava os carros dos arredores. Uma destas manhãs um deles ofereceu-se para lavar o jipe, o que aceitei porque bem precisava. Não tentou ser pago antes da obra feita, como o Miguel me alertara que muitos fazem, e na verdade até fez um bom trabalho. No fim, quando me dispus a pagar generosamente (500Kz=4€), o sacana diz-me que ainda falta dinheiro. Como vocês sabem, quem tenta ganhar tudo de uma vez comigo, perde um cliente. Mas a lata deles não conhece limites: dois dias depois, quando vou a sair para o trabalho, tinha o amigo dele a lavar-me o carro (que ainda não precisava) sem eu lhe pedir.&lt;br /&gt;- Ah e tal, atiraram comida lá de cima.&lt;br /&gt;- Não tenho dinheiro para te dar.&lt;br /&gt;- Então e mais tarde?&lt;br /&gt;- Depois, depois.&lt;br /&gt;Andou o resto do dia e o dia seguinte a chagar-me o juízo cada vez que me via. Lá lhe dei 70 Kz (60 cêntimos) para não me chatear mais, e disse-lhe para não me voltar a lavar o carro sem que lhe pedisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; A nova Luanda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A nova metrópole desenvolve-se sobretudo em Belas, a sul da capital, com avenidas largas e infra-estruturas destinadas ao “p’ogresso” (como diria o nosso PR), como o centro de congressos e o Belas Shopping. Apenas dois reparos: primeiro, enquanto o alargamento da Estrada da Corimba não estiver concluído, metade do caminho faz lembrar o IC19 em obras, e a outra metade seguinte é comparável à estrada Caparica – praias em Agosto (acho que dá para terem uma ideia...); segundo, compreendo a necessidade do shopping para satisfazer os ocidentais, mas talvez não fosse necessário terem construído um espaço que nem parece estar em Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; «Quemer» e «buber»&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ainda não houve muito tempo para experimentar a gastronomia típica; por enquanto, ficámo-nos pelos acompanhamentos: feijão manteiga em óleo de palma (muito bom) e fundje (uma massa feita à base de farinha de mandioca, que não é nada de especial nem em sabor nem em consistência). Muamba, até ao momento, só no título do blogue. :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos preços, vou ser curto e grosso: comer e beber em Angola é CARO! Exemplos? Já que o preço do arroz e do leite têm dado que falar em Portugal nos últimos meses, então vejam estes números e pasmem: um quilo de arroz, 1.29€; um litro de Mimosa meio-gordo, 1.72€! Uma garrafa de água de 1.5 litros fica no mínimo por 0.78€, uma lata de atum custa 1.59€, e uma de cogumelos não fica por menos de 2€. E o cúmulo da ironia é estar em África e um pacote de 250 gramas de café custar 4.30€...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, é fácil encontrar “frescos” que, honestamente, deviam ser chamados de “mornos”. No supermercado sul-africano do &lt;i style=""&gt;shopping&lt;/i&gt; da moda, vimos queijo e paio que devem ter sofrido um bocado – coitados – até chegarem ao frigorífico, carne e peixe que não sei bem se eram para comer ou se eram para olhar de longe, e iogurtes expostos no corredor do leite (muito bem, palmas para estes senhores!). E o slogan deles é “frescos de confiança”. Brincalhões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto interessante é a liberdade de escolha, ou a falta dela. Quem mora nos arredores de uma capital europeia tem aproximadamente, e sem qualquer exagero, 14 hipermercados e 35 supermercados por concelho, 68 marcas por cada produto, e pouco falta para ser permitido fazer compras às duas da madrugada. Aqui, além do supermercado de bairro comparável ao Dia, e do supermercado sul-africano no &lt;i style=""&gt;shopping&lt;/i&gt; (no qual é raro encontrar uma marca portuguesa), há UM hipermercado, o Jumbo, aberto de 2ª a sábado, das 9 às... 19 horas! E é um oásis, porque dos sítios por onde passámos, é o que tem mais qualidade e variedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; «Oh trim-tim-tim, passear na rua»&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Dois dos conselhos que mais ouvimos são &lt;i style=""&gt;trancar o carro assim que entramos&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;não andar a falar ao telemóvel na rua&lt;/i&gt; (ou melhor, não mostrar nada de valor na rua; por isso, se são tias de Cascais e não resistem a mostrar os &lt;i style=""&gt;oiros&lt;/i&gt;, não vêm cá fazer nada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, só na nossa rua, nos últimos 6 meses houve um assalto e uma tentativa a pessoas da empresa, ando a mirar pelo canto do olho, desconfiado, quase toda a gente com quem nos cruzamos (já a Paula parece bem mais descontraída). Mas tenho de admitir que, pelo que vimos desde que chegámos, quem nos aborda no caminho entre casa e o supermercado são rapazes novos a pedir ou os vendedores ambulantes. Talvez o receio seja despropositado, ou talvez venha a ser a nossa defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; O candongueiro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em Luanda quase não há autocarros (porque são demasiado grandes para as ruas, e como não conseguem furar pelo trânsito demoram 2 horas a chegar ao destino), nem há táxis como os do “mundo ocidental”; há um enxame de carrinhas – maioritariamente Hiace – azuis e brancas que fazem um papel intermédio. &lt;a target="_blank" href="http://tertuliaafricana.blogspot.com/2008/01/taxitaxi.html"&gt;O André, que está ali a meio caminho entre o aventureiro e o “ganda maluco”, teve a ousadia de experimentar este transporte, quando o motorista da empresa faltou&lt;/a&gt;. Eu quero acreditar que o privilégio de trabalhar para a concorrência me garante que nunca terei de passar pelo mesmo... :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes furgões, na Europa, têm no máximo 9 lugares, mas aqui consegue-se inventar espaço para encaixar mais um banco. Só que a lotação é cabe-sempre-mais-um, nem que o cobrador tenha de ir com a bunda na janela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São vistos como um mal necessário. Por um lado, servem demasiada gente para se poder passar sem eles. Por outro, os condutores destes táxis são tão imprevisíveis que até os restantes condutores, que estão longe de serem um exemplo de disciplina, fogem deles. E, à boa maneira taxista, as paragens de candongueiro são como o amor e a cag*neira: onde der vontade, e quem vier a seguir que espere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota para o Lopes: não vamos encontrar a vossa Mitsubishi recém roubada com a matrícula original, mas o que não falta aqui são candongueiros e ligeiros com os autocolantes ovais com as letras D, DK, NL, etc. E, ocasionalmente, lá encontramos um furgão que ainda tem a publicidade da empresa portuguesa que ficou sem ele. :-D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; Circular&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Há uma semana fui com o Miguel e a Ana à baixa, porque eles queriam despedir-se da chefe e eu ainda não a conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, esqueçam lá os optimistas 20 a 40 Km/h de que “falei” anteriormente! Tirem-lhe o zero!!! O único evento vagamente comparável em Portugal, é quando, a 31 de Julho, meia Lisboa quase se atropela a caminho do Algarve. Só que, em Luanda, encaixam três filas de trânsito onde em Lisboa encaixam duas... e... andam scooters conduzidas por rapazes sem capacete (estão em vias de ser proibidos, porque atrapalham a identificação de quem anda a roubar por esticão!) a serpentear à toa pelas nesgas entre os carros... e... quase ninguém atravessa nas poucas passadeiras que existem, e aqui e ali há uns maduros que se atiram para a estrada nas calmas e sem ver! Isto, já para não falar nos vendedores ambulantes: se nas ruas em que se anda devagar eles mostram as suas mercadorias na berma, naquelas em que quase não se anda, eles circulam também entre os carros. Ainda bem que a empresa fica perto de casa, aliás fica tão perto que até perdemos menos tempo no trânsito aqui do que em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é só por o trânsito ser de loucos que é pouco aconselhável um europeu começar logo a conduzir em Luanda mal chega. É que os polícias de trânsito, como sabem que os “pulas” têm mais dinheiro que os locais, quando vêem um tentam logo sacar dinheiro para uma “gasosa”. É conveniente ter uma cópia autenticada do passaporte para evitar passar-lhes o original para a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só ao fim de dez dias tive todas as condições para pegar na “banheira” (um &lt;a target="_blank" href="http://www.theautochannel.com/news/2005/12/11/171117.1-lg.jpg"&gt;Vitara de 7 lugares&lt;/a&gt; e motor 2 litros V6 a gasolina, que bebe como um desalmado), o que me permitiu ir vendo como se faz para fazer o mesmo, e acho que não me saí mal. Um dia depois, o nosso guia estava relutante em nos encaminhar por um musseque para escapar a um mega-engarrafamento, e ficou surpreendido por não me ter feito rogado. Muitos ocidentais não o fariam, diz ele. Quatro dias depois, já por nossa conta, apanhámos trânsito a caminho do trabalho, decidi confiar no meu sentido de orientação para encontrar um caminho mais desafogado... e correu bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; A &lt;st1:metricconverter productid="5000 Km" st="on"&gt;5000 Km&lt;/st1:metricconverter&gt; da Europa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não me ocorreu subtítulo mais sugestivo para ilustrar a sensação de distância que tivemos durante a última semana. Já contávamos com falhas de energia, dependência do gerador, e net doméstica lenta. Na verdade, as falhas de energia não têm sido dramáticas (se bem que, depois da primeira, o ar-condicionado da sala começou a armar-se em parvo), apesar da bateria do gerador estar há 3 semanas à espera que um rapaz a venha cá trocar, e a net em duas semanas e meia funcionou duas noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais inesperada foi a avaria de um dos servidores da empresa, que a deixou um dia e meio sem mail e sem Internet. Isto, coincidindo com uma série de noites quase consecutivas em que o satélite de tv também quis dar um ar da sua graça. Após vários dias sem saber o que se passava em Portugal, lá apanhámos um telejornal e ficámos a pensar se foi mesmo há apenas duas semanas e picos que deixámos o rectângulo. Com que então a gasolina aí já vai em 1.48€ por litro? Deixem-me fazer-vos inveja: aqui custa 0.42€... E afinal, como ficou a luta pelo 2º lugar da Liga, e quem subiu? Já o Santana e o Jardim continuam na mesma, pelo que vemos. :-P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; Então e trabalhinho, hein?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Após cinco dias seguidos (feriado e fim-de-semana incluídos) de injecção de conhecimentos, veio a prova de fogo: em menos de uma manhã, já tinha um sul-africano e um chinês a contactarem-me em inglês macarrónico, o primeiro para saber o avanço dos projectos em curso, e o segundo a querer um encontro para acertar detalhes de um contrato em vias de ser assinado. Ainda por cima, durante o horário de trabalho, o Miguel estava de regresso a Lisboa, logo totalmente incontactável, o que me obrigou a desenvencilhar-me sozinho. Só faltava, ao fim da tarde, uma “pequena diferença de opiniões”, entretanto resolvida, de um dos portugueses do grupo (tinha de ser... os sacanas dos tugas são tramados). Digamos que foi um primeiro dia de trabalho cheio de emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as emoções têm continuado. Primeiro, porque houve pouco tempo para o Miguel e a Ana nos passarem todas informações que seria necessário, e a comunicação nem sempre tem sido possível no momento em que surgem as dúvidas. Depois, as funções da Paula também serão diferentes de qualquer coisa que já tenha feito, porque o lugar em que à partida se encaixaria melhor já tem uma cara, mais dedicada à formação e consultoria, .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que os dias passam lá nos vamos adaptando, com o optimismo de que, quando a máquina estiver oleada, ficaremos com uma experiência que, há uns meses atrás, julgávamos impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&gt; Até à próxima...&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;E, pegando nas palavras que ouvimos há dias de um animador de rádio de Luanda, «volto quando Deus quiser»... :-D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-4124105501790269879?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/4124105501790269879/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=4124105501790269879' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/4124105501790269879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/4124105501790269879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/05/adaptao.html' title='Adaptação'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7125205679103626663.post-6944360429630545348</id><published>2008-05-01T22:41:00.019+01:00</published><updated>2008-06-17T21:47:06.019+01:00</updated><title type='text'>Chegada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;29 de  Abril de 2008, 23 horas, entro no avião da TAP com destino a Luanda e  tenho a primeira surpresa. Esperava só ouvir falar português, mas vejo  gente de várias origens: um inglês que reclama da demora no &lt;em&gt;check-in&lt;/em&gt; e que não fala ou não quer falar português (esta alminha sabe ao que  vai?!), dois franceses, um espanhol carrancudo ao meu lado no avião, e  os inevitáveis chineses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À chegada, na fila para mostrar o passaporte, já sentia, atrás de uma orelha, uma &lt;strong&gt;“comichão de boas-vindas”&lt;/strong&gt;.  Caramba, não perderam tempo! Sim, agora sei que o repelente devia ser  posto antes de sair do avião. Podiam era ter dito antes... Mas não  há-de ser nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo com o pessoal da alfândega, previamente ensaiado, correu sem sobressaltos. &lt;strong&gt;«Qual o motivo da visita?»&lt;/strong&gt;.  «Dar formação de software», respondi eu sem pestanejar. Mais adiante  repete-se a pergunta, dão-me nova ordem de passagem, e daí em diante  sou eu que, com ar simples, me dirijo a todas as autoridades  perguntando se é preciso alguma coisa, até porque um chinoca que fez  vista grossa a um polícia foi logo mandado parar. Em menos de um  fósforo, já estão ultrapassadas todas as barreiras e ninguém me pediu  uma “gasosa”! Será que, ouvindo falar em dar formação a jovens  angolanos, foram com a minha cara? Melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mala na mão, porta de saída à minha frente, alguns motoristas aguardam pessoal de outras empresas e... &lt;strong&gt;onde está o meu motorista?&lt;/strong&gt; Telefono para o contacto que me deram, «ah e tal, já vai a caminho, mas  está muito trânsito». Ok, eu espero, não há problema. Ou então... não.  Ao fim de meia-hora de espera, sou abordado por alguém que podia ser o  Batista, mas afinal queria só «uma ajuda para o colega, &lt;strong&gt;orienta lá 10 euros&lt;/strong&gt;».  Enrolo a conversa até ao ponto em que o Miguel me telefona, a dizer que  decidiu ir buscar-me e está quase no aeroporto, que se eu ficar à  espera do motorista nunca mais me safo. Termino a chamada e espero que  o quase seja breve. «Um dia vou-te encontrar, vais precisar da minha  ajuda e vais-te arrepender de não me teres ajudado», ouço da boca do  gajo ao meu lado, que se prepara para virar costas depois da  semi-ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi  nesta altura que tive de tomar uma decisão rápida, e que agora sei que  foi errada: abrir a carteira e dar-lhe a única nota que lá tinha (óbvio  que o resto estava bem escondido...), para o gajo se ir embora  satisfeito. Um agente passa, ralha com ele, o gajo desaparece com o dia  ganho, e o agente pergunta se para ele não há nada! Surreal! Mostro a  carteira cheia de ar e ganho alguns minutos de paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...  Até ao momento em que tenho de atravessar escassos 20 metros de parque  de estacionamento até à estrada. Aí já são 3 "ajudantes de bagagem", e  a conversa oscila rapidamente entre um «não há motivo para estares  nervoso, pá, só estamos a querer ajudar-te», «a gente carrega-te a  mala» e um dúbio «um dia vais-te arrepender de não nos ter dado nada».  Aqui, já está o Luís fora do jipe, a ajudar-me a levantar a mala para a  bagageira, e a enxotá-los. Foi tudo muito rápido, porque a polícia não  costuma perdoar paragens nem no parque de estacionamento (!), nem na  berma &lt;u&gt;daquela estrada&lt;/u&gt;. E apenas uma hora depois de chegar a  Luanda já tinha aprendido a primeira lição: regra geral, a resposta  certa aos pedidos de dinheiro deve ser sempre um redondo não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos para a minha próxima descoberta, da qual só conhecia relatos, como o do &lt;a target="_blank" href="http://tertuliaafricana.blogspot.com/2008/02/presentinhos.html"&gt;André, que disse que existe o caos, e existe algo para além do caos, que é o &lt;strong&gt;trânsito de Luanda&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. A distância entre os carros oscila entre &lt;em&gt;muito pouco&lt;/em&gt; e, quando alguém tem de se desviar de um carro mal parado, &lt;em&gt;quase nada&lt;/em&gt;.  Menos mal, a velocidade é baixa e mais ou menos regular, entre os 20 e  os 40 Km/h (não há condições para mais). Pelo meio das filas, os peões  vão atravessando sempre que apanham uma aberta de 4 ou 5 metros. Nas  bermas, faz-se pela vida, exibindo para venda um cacho de bananas, uma  montra de cadeados, de óculos de sol, ou de extensões eléctricas. Um  camião pára à entrada de uma rotunda, toma lá a nota e dá cá a  mercadoria. Mais adiante, acumulam-se dezenas e dezenas de carros a  serem reparados na berma. Carros batidos, mas a circular, são também  bastantes. Nos entroncamentos, a regra é a da alternância à força. Aquele não vai parar, mas travamos bem perto dele e furamos assim que ele passar, antes do que vem a seguir. Buzina-se se alguém tapa a passagem por mais de cinco segundos, refila-se, mas rapidamente se esquece. Por enquanto, vou observando; para a semana passo eu para o volante. Vai ser um rir que nunca mais acaba...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  resto do dia foi o normal numa empresa cujos directores têm poucos dias  para passar a pasta a quem os vai substituir: toca a falar sobre o  trabalho, não há tempo a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para  fim de aventura de primeiro dia, faltava apenas pôr a conversa em dia  com a Paula e os meus pais. Abro o voipcheap, todo lançado para  telefonar à borla para Portugal, e zero. Messenger, zero. Tento enviar  uma SMS via net para me telefonarem (ao menos só pago o &lt;em&gt;roaming&lt;/em&gt;), o site da TMN mastiga, mastiga... e acabo por desistir. Começo a perceber as críticas do Miguel à &lt;strong&gt;net da Unitel&lt;/strong&gt;. Tive de me rir quando vi o slogan  «Faster than you want» na caixa do modem. Já quando tentei em vão  carregar a foto, bastante reduzida, aqui para o blog, não tive grandes  motivos para sorrisos, e também não achei piada aos &lt;strong&gt;10 euros de saldo de telemóvel que voaram num dia...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei  por me esquecer da bolsa dos documentos - dentro da qual estava a chave  da mala - no escritório da empresa. Não houve problema, tinha uma muda  de roupa na mochila, tomei o meu duchezito, besuntei-me com Previpic, e  fui para a cama escrever tudo o que me lembro deste dia até... «sentir  presenças». Baptizei-a, carinhosamente, &lt;a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anopheles"&gt;pequeno vector&lt;/a&gt;. Aqui não resisto a uma pequena provocação à minha pequenita (a original, a que não pica): &lt;strong&gt;deixas-me  aqui sozinho por uns dias e, logo na primeira noite, há uma fêmea local  que me vem assediar na cama, atraída pelo calor do meu corpo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como  a rede mosquiteira estava dentro da mala e não havia cobertores, a  única barreira entre mim e esta amigável criatura era um singelo  lençol, o que, ao que sei, não é grande escudo. Pelo sim pelo não,  tapei-me com o impermeável e liguei o ar-condicionado, para não assar.  Foi então que fechei os olhos e pensei que Luanda queria disputar o  slogan com Nova Iorque, tal a algazarra. &lt;strong&gt;Lembro-me de ter temido pelo meu descanso&lt;/strong&gt; nas noites dos próximos dois anos. &lt;strong&gt;A seguir... acho que adormeci instantaneamente!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7125205679103626663-6944360429630545348?l=muamba-banana-e-cola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/feeds/6944360429630545348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7125205679103626663&amp;postID=6944360429630545348' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6944360429630545348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7125205679103626663/posts/default/6944360429630545348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muamba-banana-e-cola.blogspot.com/2008/05/chegada.html' title='Chegada'/><author><name>RAD</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
